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SANDRA FELGUEIRAS NA TVI

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Nos mentideros escrevem que ela está de malas aviadas da Cofina para a TVI. Mas na ficha técnica da revista Sábado, ainda consta o nome dela.

ficha técnica da revista Sábado em 18/98/2022

A ser verdade, Sandra Felgueiras não chegou a aquecer o lugar e, pior que isso, não fez nada que tivesse marcado de modo indelével a sua passagem pela Cofina. A ser verdade que vai para a TVI, a Cofina não foi mais do que um porto de abrigo para continuar a ter um lugar bem remunerado. A ser verdade, a saída de Sandra é o reflexo das hostilidades que a Cofina mantém com a TVI, onde tem ido buscar algumas estrelas da pantalha para a CMTV.

Quando saiu da RTP para a Cofina, em novembro de 2021, surpreendeu toda a gente. Não pela saída, que era tida como certa depois do confronto que manteve com a diretora de Informação na altura, Maria Flor Pedroso. Mas a opção pela Cofina pareceu, a muita gente, uma passagem de cavalo para burro.

Na altura, Sandra dizia que lhe tinham apresentado um projeto irrecusável, blá blá blá. E deram-lhe títulos e o protagonismo possível: diretora-geral editorial adjunta, diretora da revista Sábado, um programa de investigação na CMTV…

Na TVI não comentam, na Cofina desmentem que Sandra esteja de saída. Mas o velho provérbio mantém-se válido, não há fumo sem fogo. É o mesmo que dizer, não há indícios sem fundamentos.

Para quem observa, a saída de Sandra Felgueiras da Cofina para a TVI soa a retaliação pela saída de Pedro Mourinho da TVI para a CMTV. Mas não se percebe bem a motivação para esta guerrilha, mesmo tendo em conta que tanto Sandra Felgueiras como Pedro Mourinho são jornalistas bastante conhecidos do público, não nos parece que possam ancorar audiências de modo a justificar tanto esforço.

A não ser que tudo isto seja consequência do que aconteceu no passado, quando a Cofina lançou uma OPA para ficar com a TVI em sociedade com o “turista espacial”, acordo que (dizem) Mário Ferreira boicotou. Ficou com tudo só para ele.

Não foi um dia bom para Zelensky

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Depois do encontro com Guterres e Erdogan, os três pretendiam falar ao mundo numa conferência de imprensa, mas a coisa não aconteceu. Não houve show mediático. Foi uma barraca.

UMA BORLA para a EDP

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Há uma espécie de ânsia em alterar rapidamente o modelo energético vigente em Portugal. Talvez esteja a acontecer o mesmo noutros países europeus, não sabemos. O que sabemos é que a EDP anda a bater às portas dos consumidores para os tentar convencer a instalar painéis de energia solar. A ideia é levar as pessoas a abdicar do gás, ficando a depender mais da eletricidade gerada por fontes renováveis.

A ideia é boa. Mais energia solar será menos queima de combustíveis fósseis, menos poluição. O sistema que a EDP propõe nem sequer passa pela existência de baterias. A energia aquece água e o que sobrar entra diretamente na rede. O cliente deixará de necessitar de esquentador ou de caldeira a gás.

Mas há um erro grosseiro nesta tática comercial. Os painéis têm um custo, evidentemente, que o cliente irá pagar ao longo de 5 anos, em suaves prestações mensais sem juros. Mas, ter água morna nas torneiras não chega para colmatar as necessidades das pessoas. A atividade doméstica não se resume a tomar banho. As pessoas cozinham, pelo menos três vezes por dia. A EDP devia ter um plano economicamente convincente para levar as pessoas a trocar o fogão a gás por uma placa de indução. Assim, as pessoas iriam escutar com maior interesse as propostas dos angariadores da EDP. E o mesmo se pode dizer para a aquisição e instalação de termoacumuladores. No inverno, os painéis poderão não garantir o aquecimento da água. O termoacumulador não falhará.

Qual o cliente que depois de não ter mais eletrodomésticos a gás, não iria ponderar a instalação de painéis solares? Fica a ideia. De borla.

A seca, o calor e a guerra

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“Quando me virem, chorem”, é um aviso gravado na pedra há 5 séculos e que se mantém válido. O aviso está gravado em pedras que foram embutidas nas margens do rio Elba em 1616. Nessa época, uma seca severa afetou a Europa central e morreram muitas pessoas de fome.

Agora, as pedras reapareceram. É um presságio terrível para o futuro próximo da Europa, afetada pela seca, ondas de calor prolongadas e uma guerra que está a dar cabo da economia.

O povo chama a estas pedras, “pedras da fome”. São um registo histórico do que se passou naquele tempo. Há outras pedras idênticas, tanto no Elba como noutros rios da Alemanha. Todas representam avisos de grande medo e preocupação. E é bom levar em linha de conta esses avisos. Aprender com o passado ajuda a prevenir desastres futuros. A questão é saber se temos tempo para prevenir seja o que for.

O rio Elba é um dos maiores rios da Europa com mais de 1300 quilómetros da nascente, na República Checa, até à foz na Alemanha. Navegável na maior parte do seu percurso, este rio sempre foi uma via para transportar mercadorias, desde o porto de Hamburgo até ao interior da Europa. Ainda hoje assim é. Tem enorme importância turística e é um importante elemento para a preservação da biodiversidade. Mas está a ficar sem água, agora que as “pedras da fome” reapareceram.

As autoridades alemãs mediram a profundidade do caudal num local de referência e registaram, apenas, 4,5 centímetros de água. Outros rios estão na mesma situação. A Contargo, companhia de navegação alemã, alertou na sexta-feira que as suas barcaças, que percorrem o Reno e alguns dos afluentes, correm já o risco de encalhar em algumas partes do Reno.

Com a meteorologia a prever semanas consecutivas de calor, a situação dos rios europeus só vai agravar-se. Os economistas estimam que a perturbação do transporte fluvial de mercadorias e minério vai contribuir para a queda da economia alemã.

Agora, que a Alemanha procura substituir o gás russo pelo carvão, o transporte fluvial tornou-se mais crítico ainda. Com os barcos já incapazes de receber carvão suficiente devido aos baixos níveis de água, o gigante energético Uniper alertou para os cortes de produção em duas das suas centrais que, juntas, fornecem 4% da eletricidade gerada a carvão na Alemanha.

Além dos problemas para o comércio e indústria, os leitos secos dos rios alemães também nos falam de problemas ecológicos. O aumento da temperatura da água e a diminuição da profundidade dos rios criam uma combinação tóxica para peixes e outros animais.

CR7, nestes dias de incerteza

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Cristiano Ronaldo e a mulher perderam um filho durante o parto. Isto é suficiente para destabilizar qualquer pessoa e qualquer casal. 

E, francamente, o resto da equipa que treine mais e que jogue melhor! É isto que os fará ganhar! 

Deixem de criticar e de amuar! Sejam um pouco mais compreensivos e saibam aproveitar bem e tirem partido de terem o melhor jogador do Mundo! Culpar o Cristiano só lhes tira poder, coordenação, resiliência, golos e vitórias! 

E, afinal, o que vemos dos treinos é que ele continua em grande forma e a correr mais que qualquer um dos outros.

do Twitter de Cristiano Ronaldo

À PROCURA DE NOVO TACHO

O ministro das Finanças, Fernando Medina, mandou divulgar um comunicado onde lamenta a renúncia de Sérgio Figueiredo ao cargo de consultor.

“Lamento profundamente a decisão anunciada por Sérgio Figueiredo, mas compreendo muito bem as razões que a motivaram”, diz o comunicado.

No critério de Fernando Medina, Sérgio Figueiredo reúne excelentes condições para ser seu consultor. Os argumentos para tal, são os cargos para os quais tem sido nomeado por padrinhos e amigos: diretor de diversos órgãos de comunicação social e a liderança de cerca de sete anos e meio da Fundação EDP.

Medina afirma ainda que é uma necessidade do ministério ter uma pessoa que faça “contacto regular e informado com os principais agentes económicos e sociais do país”. Se não for Sérgio, outro será.

O cartoonista Hélder Dias imaginou o fim de conversa entre Medina e Figueiredo…

cartoon de Hélder Dias

VÊM AÍ MAIS FOGOS FLORESTAIS

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No site do IPMA podemos ler que “o cenário meteorológico previsto para os próximos dias, que se caracterizará por uma subida dos valores da temperatura, tendo já sido emitidos avisos de tempo quente a partir de 6ªfeira, dia 19, para alguns distritos do Continente, e com uma provável ocorrência de uma onda de calor no interior Norte e Centro, a partir de dia 20. Consequentemente, haverá um aumento do perigo de incêndio rural, que se manterá muito elevado a máximo durante a próxima semana em grande parte do território do Continente.”

Adivinham-se dias mais difíceis para bombeiros e populações em zonas de maior risco de incêndios florestais. Se fosse tão fácil acertar no Euromilhões como neste prognóstico, estávamos todos ricos.

A par do calor e do vento, continua o estado de seca em todo o país. “Para o mês de setembro, existe uma probabilidade de 50 a 60% de este ser mais quente que o normal e uma probabilidade de 40 a 50% de ser mais seco que o normal.” O IPMA acrescenta que se mantém a situação de seca meteorológica em todo o território: “55,2 % em seca severa e 44,8 % em seca extrema.”

Os meteorologistas afirmam que “o ano hidrológico 2021/22 classifica-se, até à data, como o 2º mais seco desde 1931.”

LEVAR O ESTADO A TRIBUNAL

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A relação do sistema prisional com reclusos e seus familiares é discricionária e iniqua, cada Estabelecimento Prisional pratica regras próprias, algumas que violam as leis da República. A acusação é da Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR) e consta de uma carta enviada à ministra da Justiça e ao diretor-geral de Reinserção e Serviços prisionais.

Nessa missiva, a APAR diz que não aceita “os constantes atropelos à Lei – sem outro motivo que não seja o aliviar da carga de trabalho dos funcionários e guardas prisionais – sempre com prejuízo dos reclusos e seus familiares. A mais grave de todas estas ilegalidades tem a ver com a diminuição do tempo de visitas aos reclusos”, diz a associação.

Na verdade, desde março de 2020 que as regras estabelecidas foram subvertidas no âmbito das medidas decretadas no combate ao covid-19. As visitas dos familiares dos reclusos foram canceladas e, posteriormente, retomadas com cortes, mesmo tendo terminado o estado de emergência.

“Nenhum estabelecimento prisional possibilita as duas horas de visita semanais,” diz a APAR que realça ter sido reduzido, igualmente, o número de visitantes permitidos. O caso do Estabelecimento Prisional da Carregueira é paradigmático, diz a APAR que “obrigam agora à marcação de visitas com quinze dias de antecedência!” 

A APAR lembra que o Tribunal Constitucional considerou “inconstitucionais os confinamentos ou quarentenas impostos, sem que tenha sido decretado o estado de emergência.”

Posto isto, a carta enviada ao Ministério da Justiça termina com o aviso de que a APAR irá acionar os tribunais e sensibilizar “organismos internacionais” para que a lei passe a ser respeitada… pelo Ministério da Justiça.

O Estado forreta

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O que acontece aos cidadãos desempregados de longa duração é uma vergonha para o Estado. Em pouco tempo, o cidadão deixa de ter direito ao subsídio de desemprego, passa a uma segunda fase de subsídio social (com uma redução considerável) que antecede o famigerado RSI, que mais não é que a esmola de 3 € por dia que o Estado concede aos que estão no fim da linha.

Esta questão dos desempregados de longa duração só teria solução se o Estado não impusesse limites temporais ao subsídio de desemprego ou se fosse instituído um rendimento mínimo a todos os cidadãos do país. Esse rendimento mínimo poderia ser de atribuição universal e, por exemplo, semelhante à bolsa de estudo que o Estado paga aos jovens universitários provenientes de famílias carenciadas. A partir dos 25 anos, o rendimento mínimo passaria a ser suficiente para o cidadão não ter uma vida de indigência.

O que é indigno é ler notícias sobre quem perde direito a benefícios porque deixa de ter direito ao subsídio de desemprego. Não por ter encontrado trabalho, mas por estar desempregado há demasiado tempo. É o Estado a empurrar a cabeça do náufrago para debaixo de água.

título do Diário de Notícias em 16/08/2022
jornal ECO, em 16/08/2022

O que as notícias dizem é que há cada vez mais pessoas a recorrer aos descontos nas tarifas de eletricidade e gás. Serão 806 mil no setor elétrico e 54 mil no gás. A diferença talvez se explique porque os pobres não vivem em casas com gás canalizado… carregam bilhas às costas para casa.

O preço do gás engarrafado está, agora, tabelado pelo Governo, para evitar os efeitos da inflação. Uma garrafa de butano de 13 kg terá como valor máximo 29,47 €, enquanto as garrafas de 12,5 kg vão custar até 28,34 €, no GPL propano T3 o máximo varia entre 29,11 € por garrafa de 11 kg e 23,81 € por botija de 9 kg.

As estatísticas atuais dizem que existem 300 mil pessoas registadas no IEFP como desempregados. Mas a pobreza é muito mais abrangente. Dela não se safam todos os que trabalham a troco do salário mínimo nacional. Um milhão e meio de trabalhadores e respetivas famílias. E mesmo os que têm salários um pouco superiores, se tiverem um filho ou dois, acabam por cair no rol dos que são pobres mesmo tendo emprego.

São demasiadas pessoas. O Estado português está a falhar nas suas obrigações de proteger os cidadãos. E voltamos ao início da conversa…

Quem tem uma “bazuca” tem tudo

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A Janela Manuelina do Convento de Cristo, em Tomar, vai sofrer obras de restauro. Um milhão de euros, financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Boas notícias para Tomar e para a “janela mais charmosa do mundo”.

Nome artístico, Chinelo. Pintor, arte centrada na cultura do skate e do graffiti. Se por estes dias for passear até Setúbal, a terra do choco frito, olho atento.

Rio Maior, a câmara municipal vai criar uma residência para estudantes, no centro histórico da cidade. São dois milhões de euros, vindos do PRR.

O objetivo é atrair mais jovens ao ensino superior de Rio Maior, alavancar o desenvolvimento económico e social do concelho, e dinamizar a zona central da cidade.

(uma parceria com A Telefonia da Rede, www.setepontosete.pt)