UMA BORLA para a EDP

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Há uma espécie de ânsia em alterar rapidamente o modelo energético vigente em Portugal. Talvez esteja a acontecer o mesmo noutros países europeus, não sabemos. O que sabemos é que a EDP anda a bater às portas dos consumidores para os tentar convencer a instalar painéis de energia solar. A ideia é levar as pessoas a abdicar do gás, ficando a depender mais da eletricidade gerada por fontes renováveis.

A ideia é boa. Mais energia solar será menos queima de combustíveis fósseis, menos poluição. O sistema que a EDP propõe nem sequer passa pela existência de baterias. A energia aquece água e o que sobrar entra diretamente na rede. O cliente deixará de necessitar de esquentador ou de caldeira a gás.

Mas há um erro grosseiro nesta tática comercial. Os painéis têm um custo, evidentemente, que o cliente irá pagar ao longo de 5 anos, em suaves prestações mensais sem juros. Mas, ter água morna nas torneiras não chega para colmatar as necessidades das pessoas. A atividade doméstica não se resume a tomar banho. As pessoas cozinham, pelo menos três vezes por dia. A EDP devia ter um plano economicamente convincente para levar as pessoas a trocar o fogão a gás por uma placa de indução. Assim, as pessoas iriam escutar com maior interesse as propostas dos angariadores da EDP. E o mesmo se pode dizer para a aquisição e instalação de termoacumuladores. No inverno, os painéis poderão não garantir o aquecimento da água. O termoacumulador não falhará.

Qual o cliente que depois de não ter mais eletrodomésticos a gás, não iria ponderar a instalação de painéis solares? Fica a ideia. De borla.

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