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Terrorismo na Rússia

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Um jornal tabloide austríaco publicou hoje uma história sobre a morte de Natália Vovk, a suspeita de ter feito explodir o carro de uma jornalista em Moscovo. O Exxpress titula que Natália Vovk foi morta com 17 facadas, num apartamento em local não identificado.

“Com 17 facadas no corpo e um pedaço de papel na mão”, descreve o jornal.  O jornal junta uma foto da alegada vítima com uma outra foto desfocada de um corpo deitado.

Na Rússia, a imprensa diz que se trata de fake news e que a fotografia desfocada é de alguém que morreu há mais de um ano.

Natália Vovk é a suspeita de ter feito explodir a viatura onde seguia Daria Dugina, filha do cientista político Alexander Dugin, nacionalista russo e apoiante da guerra movida contra a Ucrânia. Na altura, o atentado foi reivindicado por um grupo de dissidentes, autodenominado Exército Nacional Republicano.

Dias depois, a polícia russa indicava Natália Vovk como principal suspeita pelo atentado. Natália, entretanto, teria já saído da Rússia.

Natália Vovk

Hoje, esta publicação pode ter a intenção de tentar apagar o rasto de Natália Vovk que, certamente, é procurada pelos serviços secretos russos. Ninguém persegue quem já morreu.

O Exxpress é uma publicação populista e considerada pouco credível. É considerado próximo da direita austríaca, associado ao Partido Popular Austríaco, o partido do chanceler austríaco Karl Nehammer.

Hoje, Ilya Ponomarev, dirigente do chamado Exército Nacional Republicano (grupo que promove atos terroristas em território russo) festejou um outro atentado, que destruiu uma viatura pertencente a um oficial do Exército russo.

O terrorismo não é uma novidade na Rússia. Nos últimos anos, este tipo de contestação tem estado sob controle, mas desde que a guerra na Ucrânia recrudesceu, aumentou o número desse tipo de ataques.

Os apelos à revolta popular contra Putin estão a ser feitos no exterior da Rússia, através das redes sociais. Em consequência disso, há sinais evidentes de que esses apelos convencem alguns russos a agir. Vejam o vídeo:

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A SEDUÇÃO DOS PÁSSAROS

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Gosto de almoçar vendo da janela os melros e as rolas irem até à pia que jeitoso canteiro são-brasense afeiçoou e ali se dessedentarem ou banharem-se de contentes.

José Manuel Durão, morador resvés do Parque Urbano da Ribeira dos Mochos, em Cascais, também não resistiu a essa sedução e, meses a fio, foi captando com a sua objectiva as poses dos pássaros que avistava. Dessa mui saudável iniciativa viria a nascer o cativante livro Aves da Ribeira dos Mochos, editado pela Câmara Municipal de Cascais em Julho de 2010.

Um pouco mais para norte, na Mata Municipal do Bombarral, também a passarada abunda, aí se refugiando das adversidades urbanas. E aí a foram surpreender Hélder Cardoso e Marco Nunes Correia.

O Hélder, nascido nas Caldas da Rainha em 1984, especializou-se em monitorização de aves selvagens (captura e anilhagem) e realiza-se como guia de observação de aves.

Marco Nunes Correia (Alcobaça, 1973), licenciado em Design de Comunicação, tendo também participado em actividades de monitorização de avifauna, assume-se como ilustrador nato, com experiência posta em prática em expedições na Amazónia, em S. Tomé e Príncipe e em áreas protegidas de Portugal.

A dupla ideal, portanto, para concretizarem a elaboração do Guia das Aves da Mata Municipal do Bombarral, magnífica edição (de 2000 exemplares) da Associação de Defesa do Rio Real, com o natural apoio da Câmara Municipal do Bombarral. É esta uma das primeiras associações criadas para a defesa de um rio, neste caso, o Real, decerto pouco conhecido: nasce na Serra de Montejunto, percorre 33 quilómetros e desagua na Lagoa de Óbidos. 

No livro, cada ave tem a sua bem pormenorizada ficha na página da esquerda: identificação, habitat, abundância e distribuição em Portugal Continental, situação na Mata Municipal do Bombarral. Tudo bem explicadinho por miúdos!…

E, na página da direita, a excelente demonstração do rigor pictórico de Marco Correia, que não se contentou com uma imagem, mas nos presenteia com várias: o macho, a fêmea, a ave jovem, a adulta, o voo, «a vocalizar»!… Nem todos estes tópicos se apresentam e, por vezes, há outros, como o ninho ou o instantâneo daquele tordo-músico partindo caracóis, utilizando uma pedra como ‘bigorna’. Um mimo!

Sabe-se como há quem faça grandes deslocações para usufruir do encanto da observação das aves. De resto, é o birdwatchting uma das actividades turísticas com cada vez maior número de adeptos.

Acontece que as aves não nos oferecem apenas suas vistosas plumagens e seu alegre gorjear: são também motores de um ecossistema, que importa preservar. E se no Parque Urbano da Ribeira dos Mochos e na Mata Municipal do Bombarral elas se sentem bem é porque aí o ambiente lhes é propício. A nós, humanos, a obrigatoriedade de com elas colaborar.

Nesse sentido, as 80 páginas do livro de Hélder Cardoso e Marco Nunes Correia, dotadas, no final, de um índice por ordem alfabética, constituem obra de muito aplaudir!

FRAUDE ELEITORAL, DA HERANÇA DE JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS

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No último adeus a José Eduardo dos Santos (JES), boa parte dos angolanos não foram na treta da homenagem ao “fundador” da nação ou ao “construtor da paz”. O ditador não foi uma coisa nem outra. Não fundou coisa nenhuma, a independência de Angola foi fruto da geopolítica, numa época em que o colonialismo tardio de Portugal era já impossível de sustentar. Numa altura em que a URSS tinha ascendente sobre o MPLA.

A guerra civil que se seguiu foi igualmente provocada pelas tensões entre as superpotências. Os EUA armaram e apoiaram FNLA e UNITA para contrabalançar o domínio soviético. Quando essa questão ficou arrumada, deixaram cair os peões que andaram décadas a fazer a guerra contra a URSS. Ou seja, a paz foi arrancada a ferros e com o fuzilamento de Jonas Savimbi, algures no leste do país.

As eleições em Angola sempre foram aldrabadas. Nunca até hoje o MPLA respeitou minimamente o voto expresso nas urnas. O que está agora a acontecer é mais do mesmo e só não se repetem os acontecimentos de 1992 porque não é preciso. O MPLA tem o aparelho de Estado na mão e não vai abdicar dele. Manda nos tribunais e processará quem quiser com uma desculpa esfarrapada qualquer. Tem o Exército e a polícia na mão e a força inerente a esse controle.

Marcelo em Luanda

Sobre o momento político, Marcelo Rebelo de Sousa sabe que pisa campo minado se resolver abrir a boca. É bom que permaneça silencioso quanto às virtudes da “democracia angolana”. Há temas em que não se admitem palhaçadas.

Um dos argumentos que invoca para estar em Luanda é o facto de JES ter coexistido como Presidente de Angola com todos os presidentes portugueses desde 1979. Pudera! JES interpretou a mais longa ditadura de África, até ser obrigado a reformar-se.

Pétalas da Ucrânia

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É uma mina anti-pessoal que se assemelha a um brinquedo inofensiva e que, por isso, atrai crianças. É a mais pura das maldades.

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Não é a primeira vez que falamos nesta arma. As minas voam dentro de um obus que não explode, mas que fragmenta-se e liberta dezenas ou centenas de pequenos engenhos explosivos que ficam à espera que alguém as pise, para explodir e matar.

Vejam até ao fim o vídeo que publicámos em 31 de julho, dia em que aconteceram muitas coisas em Donetsk.

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Polícia apreende bengala a homem sem abrigo

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A Polícia Municipal de Sintra continua a impedir a manifestação do sem abrigo que protesta contra a Câmara Municipal de Sintra.

Hoje, Manuel Ildefonso ficou sem um chapéu de sol e sem bengala. Uma história inacreditável.

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Um País maravilhoso em chamas

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imagem editada

Vivo – vivemos – num País maravilhoso, extraordinário, rico de paisagens, de gentes e de boa comida. Naquela altura, não havia incêndios nem terra queimada, apesar do horror dos fogos que o País já tinha vivido.

Na N2 foram quilómetros de estrada ladeada de árvores e morros, sem ver outros carros e gente. Nem mesmo quando o caminho se perdia havia alguém a quem pedir uma informação. O calor, muito, afastava as pessoas das estradas e só se encontrava alguém na protecção de um café ou restaurante, perdidos em nenhures. E mesmo assim…

Na Sertã, apesar de haver muita gente, certamente vinda para visitar a família nesta época do ano, tudo limpo. O Hotel Convento quase ‘obrigava’ a ficar ali mais tempo. Um edifício bem recuperado e que, ao acordar, a paisagem dava a calma e a serenidade que se merecem em férias.

Foram quilómetros a pé para ver a Ponte Filipina, em Pedrógão Pequeno. E muitas caminhadas para ver outros pequenos recantos.

Na Casa de Santa Marta de Penaguião, um agroturismo fantástico, com uma recuperação que ultrapassa todas as expectativas, houve duas pernoitas, já que o caminho para Chaves era de ida e volta.

Sta. Marta de Penaguião

Sim, Chaves é suposto ser o início da viagem da Nacional 2. Todas as pessoas diziam que esta viagem estava a ser feita ao contrário, já que, habitualmente, o percurso da N2 se faz de Norte para Sul.

Chaves é uma cidade antiga, limpa, com algumas obras de recuperação e os inevitáveis pastéis. E até podem comprar-se congelados e comer seja quando for, para matar saudades.

Chaves

Agora, no momento em que escrevo, ouço nas notícias que as zonas em volta de Vila Real, sobretudo na Serra do Alvão, e Samardã estão a arder. Em Vilarinho de Samardã, há duas semanas, vi a casa onde Camilo Castelo Branco, em palavras suas, passou ‘os dias mais felizes da sua infância’.

Casa de Camilo Castelo Branco

Nas férias a desilusão foi no Vidago. Não se podem ver as nascentes, nem tão pouco assomar à entrada do hotel. E permanecer no recinto tem o limite temporal de meia hora…

Na ‘descida’, o inevitável Pinhão. Uma tristeza. Obras e mais obras, tudo fechado às 19 horas. Gente que queria ver os azulejos da estação, tomar um café, comer um gelado, beber um Vinho do Porto. Nada! Tudo fechado.

Pinhão

Da paisagem fabulosa que tive, espero que tenha escapado S. Leonardo da Galafura, um lugar único. Lá está o texto de Torga na parede da capela. E lá está, claro, a capela. Surpresa é o facto de uma parte estar transformada em armazém de bebidas.

S. Leonardo de Galafura

Aos pés do viajante está o Douro, sempre o Rio a acompanhar esta parte da viagem. E as vinhas, os socalcos, as encostas íngremes onde gerações trabalharam e continuam na labuta pelos vinhos e alguma agricultura de subsistência.

Curiosamente, em quase todos os locais onde passámos o comentário cingia-se a ‘este país maravilhoso’ e, no interior, geralmente bem-tratado e recuperado, é de apreciar, por exemplo, S. João da Pesqueira, o município do Alto Douro Vinhateiro que possui a maior área classificada como Património Mundial pela Unesco.

Agora, resta a terra queimada, as vinhas com uvas passadas pelo calor e a falta de água. Resta a esperança…

Polícia Municipal de Sintra contrata agente especial

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A Polícia Municipal de Sintra contratou um comissário da PSP (provavelmente já reformado) para uma missão que se tem revelado difícil de se realizar a contento do presidente da autarquia: tirar um sem-abrigo da esquina onde permanece em manifestação de protesto contínua há 4 anos.

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Marcelo não pode apadrinhar eleições aldrabadas

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A viagem de Marcelo Rebelo de Sousa a Luanda, para o funeral de José Eduardo dos Santos, é um erro e pode resultar num problema sério.

O funeral realiza-se sexta-feira, ainda sem resultados finais e definitivos das eleições de 4ªfeira, com agitação nas ruas e contestação política q.b., a presença de chefes de Estado estrangeiros pode ser um problema de segurança.

A viagem de Marcelo não será só um risco de segurança, mas principalmente um risco político desnecessário. Pode haver a tentação de aproveitar a presença dele e dos outros convidados estrangeiros para o funeral, para legitimar uma vitória eleitoral que está a ser contestada e sobre a qual há dúvidas mais do que legitimas, dado o histórico de eleições em Angola.

Nervosos e muito habituados a disparar, as forças de segurança angolanas precisarão de ter instruções rigorosas para proceder com moderação a eventuais protestos ou desacatos que ocorram. O Governo angolano não deveria arriscar-se a permitir atuações desmedidas na presença de convidados estrangeiros que deverão estar em Luanda na sexta-feira e com a cidade cheia de jornalistas que ali estão para acompanhar o ato eleitoral. Mas tudo pode acontecer. O que não pode acontecer é o Presidente da República portuguesa permitir que a sua presença possa ser manipulada para favorecer uma das partes.

EDP e GALP anunciam aumento de preços

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A EDP diz que o aumento vai ser de 30 euros mensais, em média, mais taxas e impostos. A Galp confirmou que também vai aumentar o preço, mas não revelou qual será o valor desse aumento.

As distribuidoras de energia justificam-se com o aumento dos preços na produção, provocados pela guerra na Ucrânia. Nenhuma das empresas fala nas consequências provocadas pelas sanções impostas à Rússia, mas é evidente que essa é a causa principal desta escalada inflacionista. Os Governos tomam as decisões que tomam em nome do povo e quem paga na íntegra a crise é o povo. Os acionistas das empresas não têm os mesmos problemas.

“Nós não produzimos gás, nós temos de o comprar em mercado – temos que fazer repercutir isto [a subida nos mercados grossistas]”, disse a presidente executiva da EDP, Vera Pinto Pereira, em declarações à agência Lusa.

A EDP já está a notificar os clientes, via postal. Os novos preços entrarão em vigor no dia 1 de outubro. A Galp deverá fazer o mesmo, mas este ano, a Galp já aumentou duas vezes as tarifas de gás natural dos clientes domésticos:  em abril e em julho.

O Governo mantém-se silencioso.

Em julho escrevemos aqui, a propósito dos aumentos dos combustíveis fósseis, que “os sempre atentos especuladores bolsistas não irão perder a oportunidade de especular. Os preços vão subir”, e preconizávamos que o ideal seria  “ir à Worten ou à Rádio Popular e comprar uma placa elétrica de indução. As mais baratas custam menos de 400 €. Mesmo sem o gás aumentar, é um investimento interessante em termos de economia familiar.”

E hoje repetimos o conselho.

Festa na Ucrânia

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A Ucrânia festeja hoje o Dia da Independência. Foi há 31 anos que a Ucrânia se tornou independente, aproveitando a desagregação da URSS após a queda do muro de Berlim.

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Na Ucrânia, Zelensky proibiu os festejos públicos, com medo de um ataque russo. Quando a proibição foi declarada, Zelensky disse que a Rússia estava a preparar para hoje “um ataque particularmente sórdido”. Pode ser que ainda aconteça mas, até agora, “ataque sórdido” só se for o que eles mesmo fizeram contra o centro comercial em Donetsk.