PORTUGAL: TORTURA E ASSASSINATOS EXTRAJUDICIAIS

No recente relatório da Amnistia Internacional sobre “O estado dis direitos humanos no mundo”, Portugal surge como um país democrático formalmente consolidado, mas onde persistem práticas estruturais de violência institucional, discriminação social e insuficiente proteção de direitos fundamentais, sobretudo para minorias, mulheres, migrantes e cidadãos racializados.

0
3

Em síntese, a parte dedicada a Portugal no relatório anual da Amnistia Internacional traça um retrato bastante crítico da situação dos direitos humanos no país, centrado sobretudo em seis eixos: violência policial e discriminação racial; maus-tratos nas prisões; restrições ao direito de manifestação; aumento dos crimes de ódio; persistência da violência de género; dificuldades no acesso ao aborto.

O relatório destaca particularmente investigações sobre alegados homicídios de pessoas racializadas por agentes policiais e novos indícios de maus-tratos no sistema prisional. Refere ainda preocupações com o crescimento do discurso e dos crimes de ódio num contexto político marcado pela subida da extrema-direita e do partido Chega.

Claro que no resto do mundo há situações verdadeiramente calamitosas, no que diz respeito aos direitos humanos. Hoje assistimos à complacência das democracias perante um Estado genocida, à perseguição judicial dos que continuam a procurar justiça, igualdade, democracia no concerto das nações. Agora, domina a guerra e não a diplomacia. Domina a mentira e o fingimento nas relações entre Estados.

Israel executa um genocídio contra os palestinianos, invade e bombardeia países vizinhos, ocupa territórios que pretende colonizar. A Rússia e a Ucrânia continuam uma guerra de destruição mútua. Os EUA envolvem-se em assassinatos extraterritoriais extrajudiciais e ataques ilegais à Venezuela, ao Irão e ameaças de invadir Cuba e Gronelândia.  Vivemos num mundo sem moral.

É neste enquadramento que foi publicado o relatório da Amnistia Internacional, um rol de atrocidades e injustiças praticadas em todo o mundo por quase todos. E é lamentável que Portugal esteja incluído.

Este relatório é baseado em investigações sectoriais feitas por organismos internacionais independentes e em relatos jornalísticos sobre investigações de “casos de polícia” e que incluem depoimentos de vítimas.

fonte Relatório Anual 2025/26: Estados devem impedir nova ordem anti direitos – Amnistia Internacional Portugal

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui