Em Lisboa, Carlos Moedas foi eleito pelos que contestavam as políticas do “ciclista” Fernando Medina. Chegou até a prometer que ia acabar com algumas ciclovias, caso da que continua a existir na avenida Almirante Reis.
O mais notável é que, hoje, o autarca investe dinheiro dos munícipes no incremento do uso das bicicletas elétricas. E não se escutam protestos…

“Espero que as senhoras e senhores deputados venham na bicicleta GIRA para o Parlamento. É um exemplo que dão”, disse Carlos Moedas quando inaugurou nesta quinta-feira uma nova estação do sistema lisboeta de bicicletas partilhadas Gira, junto à Assembleia da República. Pura conversa da treta, ele sabe bem que não há deputados a ir de bicicleta para o parlamento. Nem funcionários. Talvez se safe com os alunos do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), que fica ali perto. Mas, então, as 17 bicicletas elétricas da nova estação poderão ser poucas, uma vez que o ISEG tem mais de 5 mil alunos.
O sistema Gira integra atualmente 1.900 bicicletas distribuídas por 160 estações existentes em 21 freguesias do concelho de Lisboa que podem ser usadas gratuitamente pelos portadores do passe Navegante, pelos menores de 23 anos e pelos maiores de 65. É um bom serviço que a autarquia presta aos lisboetas, mas não serão os deputados a aproveitar dele.
As bicicletas públicas municipais estão na moda. As autarquias parecem estar numa corrida a ver qual delas fica melhor na fotografia.
A Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis publicou no site da autarquia a oferta de 30 bicicletas elétricas para os seus funcionários se deslocarem de casa para o emprego. Cada bicicleta custou mil euros.
“O projeto piloto pretende chamar a atenção de toda a comunidade para utilização diária de meios suaves de locomoção esperando, desta forma, “contagiar” as empresas do concelho a fazerem o mesmo”, lê-se na página eletrónica da Câmara. Até agora, aderiram à iniciativa da Câmara nove funcionários.
Além das bicicletas, a Câmara de Oliveira de Azeméis disponibiliza capacetes e coletes refletores (nenhum dos quais obrigatório) e cadeados para prevenir o roubo das bicicletas. Os funcionários que aderirem assumem a manutenção quotidiana das máquinas, embora a autarquia assegure uma revisão semestral, e a subscrição de um seguro de responsabilidade civil.




