Os carros elétricos (EV) chineses vão ficar 45% mais caros. O aumento é provocado pelas tarifas alfandegárias decididas pela União Europeia. A Alemanha votou contra, mas a maioria votou a favor da proposta da Comissão Europeia. Dez Estados-membros votaram a favor da medida, enquanto a Alemanha e quatro outros votaram contra e 12 se abstiveram. As novas tarifas alfandegárias irão vigorar durante 5 anos.
A Alemanha votou contra porque as marcas alemãs são as que mais vendem no mercado interno chinês. No ano passado, 33% das vendas das marcas alemãs de carros foram feitas na China e, agora, teme-se pela retaliação chinesa.
A Comissão Europeia segue uma política idêntica à dos EUA, perante a invasão de EV’s chineses. Mas, nos EUA, as barreiras alfandegárias abrangem muitos produtos fabricados na China, para além de automóveis.
Em maio, o presidente Joe Biden anunciou novas tarifas de 25% sobre baterias e componentes de baterias de lítio, por exemplo. Em 2025, haverá aumento de tarifas na ordem dos 50% para EV’s e semicondutores fabricados na China, entre outros produtos.
Se Trump vencer as eleições, a previsão é de aumentos ainda maiores nas taxas alfandegárias.
Americanos e europeus tentam travar a avalanche de produtos chineses nos mercados internos, criando regimes protecionistas para as indústrias nacionais. O problema é que irão perder o mercado chinês, um dos maiores do mundo e em crescimento acelerado no poder de compra. Muitas empresas americanas ou europeias deslocalizaram unidades de produção para a China e, agora, vêm cair sobre elas as taxas alfandegárias protecionistas. E ainda resta saber se o governo chinês vai considerar essas empresas nacionais ou estrangeiras.
A previsível retaliação da China está a causar ansiedade.



