Notário ajudou a “limpar” 10 milhões

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Um político, um notário e um agente imobiliário (e mais outras 5 pessoas) são suspeitos de integrarem grupo que se apropriou de imóveis por usucapião. O esquema fraudulento terá alegadamente lesado dezenas de proprietários, lê-se no Correio da Manhã.

Usucapião é  o direito de invocar ter sido possuidor de uma coisa durante um longo período, tornando-se assim proprietário ao fazê-lo.

Há anos falava-se muito de um notário onde tudo alegadamente era permitido: Carlos Melon, falecido em 2009. O homem era objeto de graçolas de alguns dos seus colegas. Desnecessárias, porque a situação piorou.

Não falemos de António Figueiredo, o presidente do Instituto de Registos e Notariados, durante 11 anos, envolvido no caso Vistos Gold. Num email, o ex-ministro Miguel Macedo terá chegado alegadamente a escrever “estás sempre a facturar”. O que foi desvalorizado por Figueiredo, como linguagem de amigos.

Nem falemos na compra de um apartamento por Henrique Granadeiro que alegadamente adquiriu com 510 mil euros em dinheiro vivo e um quadro. Alegadamente na presença de uma notária. Facto noticiado pela SIC . Vale a pena ler o que escreveu o Observador em 2017.

Falemos da condenação do acórdão do Tribunal de Braga que condenou, há 3 anos, um notário de Barcelos acusado de ter colaborado numa burla a uma idosa como a TVI noticiou.

Lidar com notários tornou-se difícil. São profissionais liberais que ao mesmo tempo fazem fé pública absoluta. Acumulam-se os casos… Era uma vez uma notária que foi certificar o sabor único da Coca-Cola, incluindo a Coca-Cola  Zero. É outro caso. De loucos!

2 comments

  1. Sinceramente, um artigo muito mal elaborado, sobre a classe dos notários. No fundo o seu propósito é prejudicar a classe dos notários com que propósito? .
    “Falava-se”, “alegadamente” mas então que jornalista é, que não apresenta provas, ? Difama-se um notário sem provas ? Já foi provado que o notário colaborou , nesse golpe ? .
    E já agora, o Instituto de Registos e Notariados é um serviço público e não privado, ou estarei errado ? Mas neste artigo engloba tudo no mesmo, para desacreditar a classe dos notários privados ? Não sou Notário, nem vou dizer que por um jornalista cometer uma fraude ou ser incompetente ou ser aliciado para colocar notícias difamatórias, que englobe todos os jornalistas. Respeito todas as profissões e em todas as profissões existem os bons e os maus profissionais mas nunca se deve generalizar. Neste artigo em concreto se fosse notário, pode crer que tudo faria para fosse responsabilizado pelas difamações que fez.Haja respeito por todas as profissões. Por um polícia, um médico, um engenheiro , falhar no seu serviço não lhe dá direito colocar em causa essa profissão. Sinceramente quem escreveu este artigo, foi muito infeliz . Ha liberdade de expressão mas não lhe dá o direito de difamar uma classe trabalhadora. No fim do seu artigo diz: ” lidar com notários tornou-se dificil” só posso dizer que algo o move para esta difamação .

  2. Estimado Senhor Fernando Marques

    como deverá ter reparado, o texto é apenas (e tão só) um somatório de noticias publicadas em vários jornais.
    Mas a lista é mais longa.

    Como deve imaginar não se trata de prejudicar ninguém,
    mas de relatar factos.

    Dou-lhe outro exemplo: https://duaslinhas.pt/2020/07/hotel-fantasma-descoberto-em-lisboa/

    Também poderá ler: https://duaslinhas.pt/2021/01/notarios-envolvidos-em-trapalhadas/

    Sempre segui as palavras da professora Yvette Centeno: “só devemos falar do que sabemos”.

    E as palavras de Raul Rego: “rigor e liberdade”.

    Um abraço e continue a ler o duaslinhas.pt
    JRR jornalista cp 214

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