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José Rodrigues dos Santos, dinossauro tecnológico

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O conhecido jornalista e escritor considera-se um “dinossauro” tecnológico e não é frequentador de redes sociais. Curiosidades que transpareceram na entrevista ao site Duas Linhas e que divulgamos neste extrato que publicamos agora.

O facto de considerar uma desperdício de tempo estar no Facebook, José Rodrigues dos Santos não deixa de ter uma página “oficial” com 38 mil seguidores. Talvez nem seja ele mesmo quem alimenta a página que se dedica exclusivamente a promover a sua atividade de autor literário. Afinal, talvez haja mesmo um ghost writer… Amanhã iremos publicar o último trecho desta entrevista ao Duas Linhas.

JRR/CN

A inspiração de Francisco Sá Carneiro nos jovens

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Nove anos depois da tragédia de Camarate, que vitimou o Primeiro-ministro e o Ministro da defesa da altura, nascia eu. Não o conheci, mas cedo comecei a admirá-lo. Cresci com os meus pais a falarem do “ Caso Camarate”. A minha mãe que na altura tinha 17 anos, vivia precisamente no Bairro de Angola, em Camarate, não viu acontecer o acidente, mas viu o fumo no ar e toda a confusão que rapidamente se instalou ali. Nunca Camarate tinha sido tão famoso e, nunca mais voltou a sê-lo. Infelizmente, a razão não foi a melhor.

Nesse infortúnio de 4 de dezembro de 1980, o país ficou em choque, assistindo incrédulo à morte prematura e inesperada de sete pessoas. O Primeiro-ministro, Francisco Sá Carneiro, a sua companheira, Snu Abecassis, o ministro da Defesa Nacional, Adelino Amaro da Costa, Maria Manuela, sua mulher, António Patrício Gouveia, chefe de gabinete de Sá Carneiro, e os dois pilotos do Cessna. Neste dia, não morria apenas o Primeiro-ministro, morria também uma história de amor e a inspiração aos democratas portugueses. O amor entre um homem bom, sério e justo e uma mulher culta e suave, como tantos a apelidam. Sá Carneiro era casado, bem como Snu Abecassis.

Snu, de origem dinamarquesa e casada com Vasco Abecassis vem viver para Portugal nos anos 60 quando decide fundar as Publicações Dom Quixote. Depois do 25 de Abril de 1974,  Snu, decide que é importante dar a conhecer aos portugueses o pensamento dos seus novos lideres. Edita livros de Mário Soares, de Álvaro Cunhal e de Francisco Sá Carneiro. Conheceram-se a 6 de janeiro de 1976 e desde então telefonavam-se e combinavam encontrar-se. Quem os conheceu, diz que foi amor desde o primeiro momento.

Sá Carneiro, além da sua ação politica, que é visto como um homem conciliador e catalisador, fica também conhecido pela historia de amor, controversa mas ao mesmo tempo intensa, apaixonada que viveu com Snu, rompendo com os cânones de uma sociedade preconceituosa.

Francisco Sá Carneiro teve um papel determinante no 25 de Novembro de 1975, que a par de Mário Soares e Diogo Freitas do Amaral, homens da política, já todos desaparecidos, mas também do General Ramalho Eanes, de Jaime Neves e de Salgueiro Maia, travaram o radicalismo de esquerda que mergulhava Portugal no pós 25 de abril de 74.

Cresci a ouvir falar de Francisco Sá Carneiro, como o exemplo da social-democracia que tanta falta faz a Portugal. Um homem bom que olhava para as questões sociais com preocupação e que ao contrário do que hoje se pratica, no lugar de dar o peixe, dava a cana e ensinava a pescar.

E hoje, 40 anos após a sua morte, Portugal atravessa uma crise inigualável, que para lá da pandemia que vivemos e da crise económica do passado, vive há muito uma crise de valores. O respeito pela democracia e pelos cidadãos foi há muito posto em causa e esquecido. Hoje, procura-se viver em nome das ambições pessoais, quando deveríamos procurar viver em nome da democracia e de um Portugal melhor. 

Faz 40 anos que Portugal viu ser assassinado o seu Primeiro-ministro. Oficialmente pela Justiça nunca houve provas para conseguir acusar alguém. Pela política, nas várias comissões que existiram, havia margem para levar avante um processo judicial. Mas pela opinião pública, essa, fez há muito o seu julgamento, Francisco Sá Carneiro foi assassinado naquele dia.

Francisco Sá Carneiro era um homem de paixões. Tinha 3 que não poderemos esquecer: o amor a Portugal e o seu importante contributo na construção de uma Democracia estável e segura, o amor pela política e pelo Partido Popular Democrático e claro, a sua grande paixão por Snu Abecassis. Era um homem bom e como todos os homens bons, fazia sombra aos poderosos.

Acredito que se tivesse vivido mais anos e que se tivesse tido oportunidade, Portugal, seria hoje um país diferente. E eu teria sido militante do PPD. Obrigado Francisco, pelo seu contributo que hoje me permite livremente escrever este texto.

Covid-19: números voltaram a subir

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Os números da pandemia voltaram a subir acima dos seis mil novos casos diários, hoje há registo de 6.087 casos nas últimas 24 horas, assim como mais 73 óbitos a juntar à já longa lista de mortes por causa do covid-19.

Nos hospitais há 3.229 doentes no internamento geral, menos 66 que ontem, e 517 em unidades de cuidados intensivos, menos nove que ontem.

Estes dados fazem parte do relatório da situação divulgado na tarde deste sábado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

José Rodrigues dos Santos jura que faz tudo sozinho

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José Rodrigues dos Santos tem sido acusado, muitas vezes, de utilizar escritores fantasma para redigir os livros que assina como autor. Essas alegações nunca foram fundamentadas, baseiam-se apenas na intensa produção literária deste escritor que nem sequer é escritor a tempo inteiro.

Ao Duas Linhas, José Rodrigues dos Santos rejeitou liminarmente ter qualquer colaboração, nem mesmo na pesquisa dos temas que escolhe para os seus livros.

Esta entrevista ao jornalista e escritor José Rodrigues dos Santos tem vindo a ser apresentada ao longo da semana. Esta é a 4º parte dessa entrevista, nos dias anteriores, a propósito do seu último livro O Mágico de Auschwitz, falamos sobre outros temas, alguns bastante polémicos, que envolvem a produção literária deste autor. Amanhã apresentaremos a 5º parte.

JRR/CN

Ljubomir não larga o osso

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E ao sétimo dia Medina acabou com a greve dos que teimavam em não comer. Ljubomir, José Gouveia e outros sete fizeram dieta de chá como protesto pelas medidas adoptadas pelo Governo no âmbito do combate à pandemia e que estão a prejudicar a restauração e negócios similares.

Depois do chef jugoslavo ter sido levado para o hospital pelo INEM, Medina decidiu salvar a honra das partes envolvidas, governo e grevistas, mediando o conflito.

Fernando Medina serviu como interlocutor entre os grevistas e o ministro da Economia, Siza Vieira. À medida que ia falando ao vivo com uns ia falando mpelo telemóvel com o ministro e, assim, conseguiu chegar a um compromisso de diálogo que ficou aprazado para a semana que vem.

Segundo José Gouveia, as medidas que foram apresentadas pelo Movimento “A Pão e Água”, que incluem, por exemplo o levantamento das restrições de horário na restauração, vão ser estudadas esta semana e serão colocadas à apreciação de outros ministérios, designadamente o da Saúde.

Na sexta feira, 11 de dezembro, este grupo de empresários voltará a reunir com Medina ao vivo e, provavelmente, com Siza Vieira via online ou telefonicamente.

Este grupo de empresários estava a fazer greve de fome há quase uma semana, reivindicando uma reunião com o primeiro-ministro, António Costa, ou com o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, para apresentar medidas que consideram adequadas para apoiar os empresários da noite, restauração, cultura, alojamento, entre outros gravemente afetados pelas medidas para conter a propagação de covid-19.

O que eles exigem talvez não seja possível de satisfazer, sob pena do Governo destapar um caldeirão de protestos idênticos de quase todos os sectores da actividade económica. Entre as medidas propostas pelo grupo está o levantamento das restrições de horário, apoios a fundo perdido imediatos e a isenção da Taxa Social Única.

Se as principais reivindicações do Movimento não forem consideradas válidas pelo Governo, José Gouveia garantiu que estão dispostos a voltar à greve de fome. Agora que foram aceites como “parceiros” por Medina, vai ser mais difícil fazê-los “largar o osso” na perspectiva de virem a receber dinheiro a fundo perdido e redução de impostos.

Covid-19: 79 óbitos e nunca se morreu tanto em Portugal

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O boletim epidemiológico de hoje regista mais 79 mortos e 4.935 novos casos de covid-19. Ou seja, os números continuam bastante altos. Desde o início da pandemia, Portugal já registou 4.803 mortes e foram detetados 312.553 casos da doença.

Relativamente aos internamentos hospitalares, o boletim da Direção Geral de Saúde revela que estão internadas 3.295 doentes, menos 35 do que ontem, dos quais 526 em cuidados intensivos, mais um.

INE revela maior número de mortes desde 2005

O que aumentou bastante foi o registo de mortes desde que surgiu a pandemia. Nas últimas quatro semanas esse aumento foi 1,24 vezes superior aos valores dos últimos cinco anos em período homólogo, com o norte a apresentar o maior aumento desde o início da pandemia, segundo o Instituto Nacional de Estatística.

Quase dois em cada três municípios (em 199 dos 308) registaram mais mortos entre 26 de outubro e 22 de novembro do que o valor médio entre 2015 e 2019, revelam os dados do Instituto Nacional de Estatística hoje divulgados.

Nestes 199 municípios vivem 83% da população nacional. E é aqui que se encontram os 70 municípios, onde o número de óbitos foi 1,5 vezes superior ao registado no período de referência.

Os casos mais dramáticos encontram-se num grupo de 15 municípios contíguos das sub-regiões Tâmega e Sousa, Ave e Área Metropolitana do Porto, segundo os dados do INE.

Desde março, quando surgiram os primeiros casos de covid-19 no país, Portugal tem vindo a registar invariavelmente mais mortos do que o valor médio registado entre 2015 e 2019.

As quatro semanas mais negras foram entre 6 de julho a 2 de agosto, quando o número de óbitos foi 1,3 vezes superior ao do período de referência.

Segundo a análise do INE, nas últimas quatro semanas registou-se o segundo maior aumento de mortos por comparação com as médias dos anos anteriores: foi 1,24 vezes superior.

Este aumento nos óbitos está diretamente relacionado com o covid-19. Ou foram mortes provocadas pela doença ou foram mortes provocadas por ausência de tratamento a outras doenças devido à quase exclusividade dedicada ao covid-19 de muitos serviços de Saúde, desde os centros de saúde locais aos hospitais centrais.

Foguetes anunciam droga em Lisboa

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Todas as noites, na zona Oriental de Lisboa, é estourado fogo de artificio, como se estivéssemos em festa permanente. Ou como nos velhos tempos do Casal Ventoso, quando se anunciava a chegada de droga fresquinha.

A PSP de Chelas, de Marvila, da Expo e o próprio comando em Moscavide têm andado numa roda-viva à procura dos foliões. Os fogueteiros também estouraram petardos de forma aleatória. Com tantos estouros, telefona-se para a PSP e o telefone está ocupado. A resposta é sempre igual “já sabemos, obrigado, estamos a actuar”

Os tempos são de grande crise. A pandemia trouxe a ruína a muitos negócios, famílias e pessoas. Aumentaram os actos desesperados, as mortes não explicadas, algumas mencionadas no facebook. “Adeus”, “Até Sempre” ou “Descansa em Paz”.

Minutos depois da foguetada, lá vemos os policiais encavalitados aos pares em motas velozes e os carros sem distintivos, sempre com quatro ocupantes, os “furões”.

O negócio das drogas duras não é igual ao tabaco, que mata lentamente com apoio do Serviço Nacional de Saúde. A droga destrói de imediato o tecido social de um país. E desgraça as famílias de forma irremediável .

É um mau sintoma, o foguetório de todas as noites na zona Oriental de Lisboa. As drogas duras estão a invadir a cidade, a atingir as famílias, a derrubar homens e mulheres.

Resta-nos a fé na PSP. Mas é uma polícia muito mal paga e explorada nas horas de serviço excessivo. E sem meios eficazes para combater o polvo. O pouco investimento na PSP e o não reconhecimento do seu esforço meritório têm consequências graves, aparentemente invisíveis.

Uma senhora árbitra de futebol

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Sinceramente, não sabemos quem venceu o jogo Juventus – Dinamo de Kiev, jogo da Champions League da UEFA, esperamos que tenha vencido o melhor e que o melhor tenha sido a equipa italiana porque é lá que está o Cristiano Ronaldo e gostamos de ser solidários com todos os portugueses.

O que importa contar sobre esse jogo é que foi arbitrado por uma mulher, Stéphanie Frappart, a primeira mulher a arbitrar um jogo ao mais alto nível do futebol profissional.

Esta senhora já arbitra jogos de futebol há vários anos e desde 2011 que é árbitra da segunda liga do futebol profissional masculino em França. Stéphanie tem feito uma carreira segura na arbitragem, os interessados devem ler o que está na Wikipédia sobre ela, por exemplo.

Caíu assim mais um bastião do machismo no futebol. Nas redes sociais, o bom do Cristiano Ronaldo, que jogou esse desafio contra o Dínamo de Kiev, não faz uma única referência à árbitra ou ao trabalho desenvolvido por ela no campo. Se alguns podem entender que o silêncio se deve a despeito ou a desprezo, pode não ser assim. No Instagram de Stéphanie Frappard, por exemplo, ela partilhou a opinião de alguém que diz que quando não se fala no papel do árbitro num jogo é porque ele esteve bem e quando não se menciona que quem arbitrou foi uma mulher é porque ela pertence ao jogo.

Mas que ninguém tenha dúvidas. As dificuldades de Stéphanie para se impor num mundo quase misógino não vão ser poucas. Quando o público voltar às bancadas, serão maiores com toda a certeza.

Mau tempo

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A Proteção Civil avisa que vamos ter mau tempo nas próximas horas. A tempestade baptizada “Dora” está já a atingir Portugal com muita chuva, neve nas montanhas e frio por todo o lado. O aviso está a ser enviado via sms.

Os distritos de Lisboa e Leiria estão sob alerta vermelho e o resto do país laranja e amarelo, com excepção dos distritos de Santarém e Évora onde não deve chover tanto, conforme se pode ver pelo mapa da previsão meteorológica do IPMA que publicamos aqui.

No segundo gráfico podemos ver como o mau tempo vem do norte e atinge a costa portuguesa em cheio nas regiões de Lisboa e um pouco  mais a norte.

Vai continuar a chover bastante nos próximos dias. É o mau feitio desta “Dora”.

José Rodrigues dos Santos, “os portugueses não leem estuchas”

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“É preciso saber escrever para as pessoas e democratizar a literatura”, diz José Rodrigues dos Santos. A literatura portuguesa estava anquilosada e foi salva pelo estilo literário que ele pratica e que foi iniciado por dois escritores: Mário Zambujal com a “Crónica dos Bons Malandros” e Miguel Sousa Tavares com “Equador”. Resumindo o pensamento deste autor de best-sellers, José Rodrigues dos Santos, Mário Zambujal e Miguel Sousa Tavares provaram que os portugueses gostam de ler, mas que não leem “estuchas”.

A entrevista a José Rodrigues dos Santos está a ser publicada diariamente ao longo desta semana. Amanhã haverá mais.