Ljubomir não larga o osso

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E ao sétimo dia Medina acabou com a greve dos que teimavam em não comer. Ljubomir, José Gouveia e outros sete fizeram dieta de chá como protesto pelas medidas adoptadas pelo Governo no âmbito do combate à pandemia e que estão a prejudicar a restauração e negócios similares.

Depois do chef jugoslavo ter sido levado para o hospital pelo INEM, Medina decidiu salvar a honra das partes envolvidas, governo e grevistas, mediando o conflito.

Fernando Medina serviu como interlocutor entre os grevistas e o ministro da Economia, Siza Vieira. À medida que ia falando ao vivo com uns ia falando mpelo telemóvel com o ministro e, assim, conseguiu chegar a um compromisso de diálogo que ficou aprazado para a semana que vem.

Segundo José Gouveia, as medidas que foram apresentadas pelo Movimento “A Pão e Água”, que incluem, por exemplo o levantamento das restrições de horário na restauração, vão ser estudadas esta semana e serão colocadas à apreciação de outros ministérios, designadamente o da Saúde.

Na sexta feira, 11 de dezembro, este grupo de empresários voltará a reunir com Medina ao vivo e, provavelmente, com Siza Vieira via online ou telefonicamente.

Este grupo de empresários estava a fazer greve de fome há quase uma semana, reivindicando uma reunião com o primeiro-ministro, António Costa, ou com o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, para apresentar medidas que consideram adequadas para apoiar os empresários da noite, restauração, cultura, alojamento, entre outros gravemente afetados pelas medidas para conter a propagação de covid-19.

O que eles exigem talvez não seja possível de satisfazer, sob pena do Governo destapar um caldeirão de protestos idênticos de quase todos os sectores da actividade económica. Entre as medidas propostas pelo grupo está o levantamento das restrições de horário, apoios a fundo perdido imediatos e a isenção da Taxa Social Única.

Se as principais reivindicações do Movimento não forem consideradas válidas pelo Governo, José Gouveia garantiu que estão dispostos a voltar à greve de fome. Agora que foram aceites como “parceiros” por Medina, vai ser mais difícil fazê-los “largar o osso” na perspectiva de virem a receber dinheiro a fundo perdido e redução de impostos.

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