Como talvez tenham notado, a Inteligência Artificial da Google construiu um texto engraçado sobre os seis anos do site Duas Linhas. A parte que mais nos tocou foi quando o texto diz que somos “uma comunidade de ideias e pluralidade” e que “a longevidade e a relevância do projeto encontram o seu porto seguro na qualidade do corpo de colunistas”, lembrando que “o Duas Linhas consolidou-se como fórum plural de debate de ideias, reunindo sempre um painel de colaboradores que trazem a sua expertise setorial e regional para as páginas do site.
Hoje, vozes assíduas como as de José d’Encarnação na arqueologia e nas histórias sobre Cascais, Alberto Correia através das suas detalhadas crónicas de província, Margarida Maria, Helena Ventura Pereira, Vítor Martins, Vítor Fonseca na análise de atualidade, ou as crónicas de viagem de Vanda Narciso, ilustram na perfeição o ecletismo e a profundidade de pensamento que o site oferece aos seus leitores.” Ficámos vaidosos.
Mas o que a IA da Google não sabe é das saudades que nos assaltam frequentemente. Saudades de notáveis articulistas como, por exemplo, a Alice Marques e o Cândido Ferreira, infelizmente já falecidos. Mas, também, saudades de outros que continuam bem vivos e que esperamos que, um dia, voltem a bater na nossa porta. Falamos do Waldemar Abreu e das suas brilhantes crónicas sobre televisão, da Faty Laouini, do Hélder de Sousa, da Ana Catarina Rocha, do Rui Naldinho, da Sónia Andrade, do querido amigo Vítor Ilharco, entre muitos outros, numa lista de mais de 80 pessoas que já passaram por aqui nestes seis anos.



