China, Índia e Rússia reforçaram laços comerciais e de cooperação, no decorrer da cimeira da Organização de Cooperação de Shangai (OCS) que terminou esta segunda-feira, na cidade chinesa de Tianjin.
A cimeira juntou numa mesa redonda, símbolo da igualdade entre todos os participantes, 20 líderes não europeus nem americanos.
“Devemos continuar a ter uma posição clara contra o hegemonismo e a política de poder, e praticar o verdadeiro multilateralismo,” disse o presidente chinês, numa crítica aos Estados Unidos e às políticas tarifárias de Trump.
“A governança global chegou a uma nova encruzilhada”, acrescentou o Xi Jinping, ladeado pelos presidentes da Rússia e da índia. Se alguma vez Trump pensou que iria submeter estes países, com a imposição de tarifas alfandegárias, Xi Jinping quis mostrar que isso não será possível.
Esta cimeira destinou-se a lançar as bases de um mega-mercado constituído pelos países membros da Organização de Cooperação de Shangai: China, Índia, Rússia, Cazaquistão, Irão, Paquistão, Quirguistão, Tadjiquistão, Uzbequistão. Além destes há outros Estados com estatuto de observadores ou de parceiros de diálogo, onde se incluem, por exemplo, Arábia Saudita, Qatar, Turquia ou Bielorússia.
Nesta cimeira, Xi apresentou a iniciativa de criação de um banco de desenvolvimento da OCS, um passo em direção ao desenvolvimento um sistema de pagamento alternativo que contorne o dólar americano e o poder das sanções dos EUA. Dito de outra forma, será o enterro do eurocentrismo e do euroatlantismo que têm ditado as regras da economia mundial, desde a II Guerra Mundial.



