Americanos e israelitas transmitem aos povos árabes uma mensagem cruel: “aceitem, que dói menos”

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A cidade de Gaza jaz em ruínas e, em breve, as suas ruas serão atravessadas pelos blindados Merkava israelitas. É a lei do mais forte aplicada com perfídia, após meses de encenações diplomáticas, em que Israel fingiu procurar negociações de paz ou a libertação de reféns, enquanto nunca interrompeu de facto as operações militares, salvo em raríssimos intervalos.

Essas chamadas negociações foram apenas sombras chinesas, iscos para atrair adversários e abatê-los em emboscadas previamente planeadas. Trata-se de um jogo duplo de manipulação política e mediática: os EUA proclamam-se defensores da paz, enquanto Israel prossegue a guerra. Na realidade, ambos partilham a mesma estratégia e os mesmos interesses no Médio Oriente — o domínio pela força, a ocupação de territórios e o acesso ao petróleo.

Em uníssono, americanos e israelitas transmitem aos povos árabes uma mensagem cruel: “aceitem, que dói menos”. Uma expressão popular brejeira que, neste contexto, ganha contornos brutais de doutrina geopolítica.

(outros artigos do mesmo autor em Carlos Narciso, autor em Duas Linhas)

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