Trump molda o discurso político norte-americano com uma retórica racista, persecutória e desumana. Instiga o ódio contra imigrantes, especialmente latino-americanos, tratando homens, mulheres e crianças como ameaças existenciais ao “modo de vida americano”. São perseguidos nas ruas, arrancados de suas casas, detidos arbitrariamente, deportados à força e, em alguns casos, enviados para prisões de alta segurança fora do território dos EUA, numa clara violação de direitos humanos. Esta política não só criminaliza a pobreza e a migração, como institucionaliza o racismo como ferramenta de governo.
Netanyahu comanda Israel com uma lógica colonial agressiva e impune. Os palestinianos são tratados como sub-humanos. Não têm direito à defesa, nem à justiça. São assassinados sem investigação, punidos sem julgamento, as suas casas demolidas numa campanha sistemática de limpeza étnica disfarçada de “segurança nacional”. Imigrantes asiáticos e africanos, ou cidadãos israelitas de origem árabe, são impedidos de entrar nos abrigos antiaéreos quando soam os alarmes, como se a sua vida não valesse o mesmo que a de um judeu.
Lembremos que o atual presidente dos EUA prometeu ser um “líder da paz”, mas comporta-se como um jogador de póquer de segunda categoria. Vive do bluff. Finge estar interessado na negociação. Fala em prazos de duas semanas e manda atacar dois dias depois.



Prometeu acabar com a guerra na Ucrânia “em dois dias”. Prometeu restaurar a dignidade da diplomacia americana. Mas os factos revelam outra coisa: nenhuma guerra cessou. O genocídio em Gaza tem o seu apoio ativo. E agora bombardeia o Irão com base em acusações que nem os seus próprios serviços de inteligência conseguem provar.
A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) afirma repetidamente que não há evidências de que o Irão esteja a desenvolver armamento nuclear. Os próprios serviços secretos dos EUA corroboram essa conclusão. Só Israel grita perigo. O mesmo Israel que em 2002 mentiu descaradamente sobre o Iraque, tal como os EUA, para justificar guerras que destruíram nações inteiras.
A democracia ocidental, esse modelo tantas vezes proclamado como exemplo, revela-se cada vez mais como um trágico teatro de fachada. Um modelo que tolera e até promove o racismo, a violência, a desinformação e o domínio imperial. O mundo está a assistir. E está cada vez mais farto.



