A PSP apreendeu, no aeroporto de Lisboa, um saco de viagem que continha 353 passaportes da Guiné-Bissau e documentação endereçada ao Alto Comissariado da Guiné-Bissau em Bruxelas.
O portador do saco tinha chegado de Bissau e estava em trânsito no aeroporto de Lisboa, antes de seguir até Bruxelas, o destino final da viagem.
A PSP diz que “pelas dúvidas e por poder estar em causa a segurança, todos os documentos foram cautelarmente apreendidos e a diligência comunicada ao Ministério Público”, informou o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (Cometlis) em comunicado divulgado esta quinta-feira.
Por não ser comum transportar passaportes em mão de um simples portador, a PSP tentou confirmar as declarações do viajante, sem sucesso. Apenas confirmou que os passaportes são genuínos. No comunicado, a PSP diz que junto aos passaportes estava documentação e correspondência, impressa e manuscrita, dirigidos ao referido Alto Comissariado da Guiné-Bissau em Bruxelas.
Tudo indica que não se trata de qualquer tipo de traficância com passaportes guineenses, apenas um exemplo do “desenrascanço” típico do espírito guineense, tão comum, também, entre os portugueses. Fonte em Bissau garante que se tratou de um expediente para responder a uma situação urgente.
O próprio Presidente da República justificou o método utilizado para o transporte dos documentos: “Na pressa entregou-se a um cidadão para que os entregue na nossa embaixada. Nada de anormal”, disse Umaro Sissoco Embaló, embora tenha comentado em tom crítico que “bastava acompanhar os passaportes de uma declaração oficial”.



