As tarifas imediatas são, no mínimo, de 10% sobre todas as importações, com taxas mais altas sobre produtos de 57 grandes parceiros comerciais previstas já para a próxima semana.
Até agora, as regras do comércio internacional proibiam a aplicação de taxas aduaneiras unilaterais. A regra impedia oscilações inesperadas no custo dos produtos transacionados e estava em vigor desde o fim da II Guerra Mundial.
Os americanos acabam de inaugurar uma nova abordagem ao comércio internacional, em vez de negociações, a força bruta.
Em todo o mundo, as bolsas de valores estão a ser afetadas como se houvesse um sismo de grandes dimensões. Os preços do petróleo e das commodities despencaram, enquanto os investidores fugiram para a segurança dos títulos do governo.
Na próxima semana, as tarifas apelidadas por Trump de “recíprocas”, de 11% a 50%, devem entrar em vigor na quarta-feira. As importações da União Europeia enfrentarão uma tarifa adicional de 20%, enquanto os produtos chineses serão atingidos com uma tarifa de 34%, elevando o total de novas taxas de Trump sobre a China para 54%.
LÍDERES DE TODO O MUNDO ATARANTADOS
Enquanto a China retaliou com as suas próprias taxas aduaneiras, a Rússia olha indiferente para o caos instalado. Graças às sanções ocidentais por causa da invasão da Ucrânia, a Rússia quase não tem trocas comerciais com os EUA e as que tem são da maior importância para os EUA, como é o caso do urânio (isento de taxas).
A Europa está a ponderar negociar. Para haver negociação é preciso que as duas partes o queiram fazer. Veremos se Trump quer discutir o assunto. O Presidente francês disse no X que “Uma guerra comercial não interessa a ninguém”, o primeiro-ministro inglês escreveu no jornal The Telegraph que a prioridade de seu governo era “tentar garantir um acordo comercial com os EUA que pudesse incluir isenções tarifárias”.
No Japão, a imprensa informou que o primeiro-ministro, Shigeru Ishiba, estava a tentar uma conversa telefónica com Trump, a fim de tentar negociar a taxa de 24% que vai ser aplicada na próxima semana.
O mundo inteiro não sabe bem o que fazer com as “fúrias” do Presidente dos EUA.



