Na celebrada evocação dos 25 anos do falecimento de Amália Rodrigues, inaugurou o Teatro Experimental de Cascais no seu Espaço Memória, em Cascais, uma singular exposição fotográfica «Amália, a nossa diva – sob o olhar dos fotógrafos». Foi na tarde de domingo, 6 de Outubro.
Abriu a sessão Fernando Alvarez, que saudou os presentes e deu de imediato a palavra aos actores da companhia – João Vasco, Teresa Corte-Real, Luís Rizo e Sérgio Silva – que disseram, com a maestria que se lhes reconhece, poemas de Amália, que constituíram, sem dúvida, uma boa surpresa para todos, na medida em que a obra poética da fadista (que acaba de ser publicada em versão bilingue) estava ignorada na sua grande parte e inclui poesias de inimaginável frescura.
João Vasco teve, depois, ocasião de evocar a intensa ligação do Teatro Experimental de Cascais com a fadista, nomeadamente a sua actuação no Mirita Casimiro, em 18 de Setembro de 1987, aquando da homenagem ao actor José de Castro, actuação cuja gravação, aliás, pode ser vista às 17 horas de cada sábado ali naquele mesmo espaço.
A fechar a cerimónia, a voz de Ana Sofia Varela, que interpretou fados de Amália.
Mostra a exposição fotografias ímpares de Joaquim Silva Nogueira (1802-1959) e Maria Luísa Gomes (1953-2007). Pode admirar-se também o fato que a diva usou na referida homenagem a José de Castro e a lagarta que João Vasco nesse dia lhe ofereceu. Notar-se-á que, para legendar cada imagem, se escolheu um verso consentâneo com a expressão sabiamente captada pela objectiva: «Estranha forma de vida», «Tem este meu coração», «Vive de vida perdida»…





Vale, pois, a pena reservar espaço de vida numa das tardes dos próximos sábados para ir até ao Espaço Memória do Teatro Experimental de Cascais, sito na Avenida Marechal Carmona (junto ao antigo Pão de Açúcar), entre as 15 e as 19 horas, para largos momentos de intimidade, diríamos, com eloquentes instantes da vida de Amália Rodrigues.



