Mas é preciso cuidar desse património, dessa memória. 25 anos depois de ter falecido, a fotobiografia de Amália Rodrigues, publicada pelo Círculo de Leitores em 2008, era suposto já não existir, salvo em bibliotecas públicas ou em casa de quem comprou o livro. As chamadas sobras já tinham sido destinadas à guilhotina, quando foram resgatadas in extremis pelo jornalista Joaquim Vieira que foi, aliás, o coordenador de uma série de fotobiografias publicadas por essa editora.
Com a casa entulhada pelos livros, Joaquim Vieira esperou pela oportunidade de dar uma 2ª vida a essas sobras ainda embrulhadas pelo plástico protetor com que saíram da editora.
Há cerca de uma semana, publicou no Facebook o anúncio de que “ainda tenho disponíveis alguns exemplares da fotobiografia da diva” e que “para evitar a sua destruição, adquiri as sobras, que forneço a 5 euros o exemplar (o preço original era de 35 euros). Com texto de Cristina Faria, é um volume de 200 páginas, com capa dura e sobrecapa e a dimensão de 24 cm x 30 cm.” Por cada dois, ainda oferece um bónus.
Uma pechincha irresistível. Comprem pelo email mailtovieira@gmail.com ou pelo Messenger, mas não demorem porque Vieira disse-nos que “nos últimos dias não tenho feito outra coisa, além de ir aos CTT despachar livros”.

Quanto à fotobiografia, é uma obra notável. São 200 páginas repletas de imagens de Amália com textos explicativos que acrescentam informação à fotografia. Folhear a fotobiografia é ver o “filme” da vida da diva e ficar a conhecer pormenores sobre a sua vida, a família, os amigos, os admiradores. Mas também as circunstâncias que a rodearam como, por exemplo, a revolução do 25 de abril que apressou o fim da sua carreira e a relação secreta que teve com o Partido Comunista Português.
Sem querermos estragar o prazer da descoberta, folheamos convosco algumas páginas do livro…







