Em Portugal, no 1º trimestre do ano, mais de metade dos automóveis vendidos foram elétricos ou híbridos.
Os números são da ACAP e revelam uma tendência que parece imparável. Os números da ACAP dizem-nos que, no primeiro trimestre, 51,5% dos veículos ligeiros de passageiros matriculados elétricos e híbridos.
A opção pelos 100% elétricos corresponderam a 16% de todos os novos veículos ligeiros de passageiros matriculados entre janeiro e março deste ano.
GUERRA COMERCIAL FAZ FAÍSCA
Mas há uma guerra comercial em curso, por causa dos automóveis elétricos. Primeiro, foi a União Europeia (UE) a anunciar que vai erguer barreiras alfandegárias aos carros elétricos (EV) fabricados na China. Segundo a UE, os fabricantes chineses, alegadamente, beneficiam de subsídios estatais que “distorcem o mercado”. Agora, a China apresentou uma queixa na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre os subsídios dos EUA aos veículos elétricos de fabrico americano.
A China acusa os EUA de subsídios e isenções fiscais “discriminatórios” aos veículos elétricos. Sob o argumento de estarem a combater a inflação e as alterações climáticas, os governantes americanos subsidiam a produção de veículos elétricos caseiros, discriminando os importados. Ora, isso contraria os regulamentos da OMC.
A China é já o principal exportador de veículos, em todo o mundo, 35% dos quais são EV.
As novas regras dos EUA, que entraram em vigor em 1º de janeiro, beneficiam apenas 13 dos mais de 50 veículos elétricos vendidos nos EUA. Para serem elegíveis, os automóveis não podem incorporar peças ou baterias de fabrico chinês.
A queixa da China segue-se a outras disputas recentes entre os EUA e a China, incluindo o projeto de lei dos EUA que obriga a empresa chinesa proprietária do aplicativo de media social TikTok a vender a compradores norte-americanos ou a ser bloqueada.

Algumas informações para este artigo vieram da Reuters, Associated Press, Agence France-Presse, Xinhua e Voice of America.



