CRIMES EM NOME DA POLÍCIA JUDICIÁRIA

Os nomes utilizados neste esquema são os de Luís Neves (diretor da PJ), da ex-ministra da Justiça e Administração Interna Francisca Van-Dunem e o do procurador-geral adjunto José da Silva Ponte. Três nomes de peso, na tentativa de dar credibilidade ao esquema dos burlões.

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Está em execução um esquema de burla que envolve a Polícia Judiciária. Os alvos da burla recebem um email aparentemente enviado pela PJ, assinado por Luís Neves, diretor nacional da Polícia Judiciária.

Os burlões utilizam não só o nome do diretor nacional da PJ, de uma ex-ministra e de um procurador-geral adjunto, como usam símbolos identificativos ou muito semelhantes aos da Europol, PSP e PJ.

O esquema é simples e provavelmente eficaz. Os burlões atiram barro à parede. Num documento anexado ao email, a potencial vítima é acusada de frequentar sites de pornografia infantil. No pressuposto de que isso é ilegal, a mensagem solicita uma resposta onde a pessoa justifique esse comportamento. A partir dessa resposta, o burlão sabe que há má consciência no interlocutor e a burla desenvolve-se, provavelmente extorquindo dinheiro à vítima.

Se repararem bem no email de abordagem, há vários erros que deveriam alertar as pessoas de que estão perante uma mensagem forjada. Primeiro, a menção ao nome da ministra da Justiça que já não é Francisca Van-Dunem. Segundo, a utilização de vários termos que são erros de português ou que não se usam no português falado em Portugal.

Se receberam alguma mensagem deste tipo, antes de a apagar reenviem-na para a PJ. Afinal, os bandidos estão a usar o nome da Polícia Judiciária para cometerem crimes.

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