CRIMES INFORMÁTICOS AUMENTAM

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Os crimes informáticos têm vindo a aumentar exponencialmente, em Portugal. Não afetam apenas empresas, como foram os célebres ataques de piratas informáticos à Impresa, que afetaram os sites da SIC e Expresso, mas houve outros. Este tipo de crime também afeta os cidadãos comuns, simples utilizadores de serviços online.

O problema tem vindo a agravar-se. O Ministério Público diz que recebe cada vez mais denúncias deste tipo de crime. Em 2019 foram 193 queixas. Em 2020 recebeu 544 denúncias. Em 2021, foram 1160.

Agora, assistimos a uma onda de tentativas de invasão nos dados pessoais dos cidadãos. Os assaltantes utilizam cada vez mais o telemóvel. Aparecem inopinadamente chamadas de números localizados no estrangeiro ou mensagens com tentativas de engodo ou suficientemente inquietantes para nos levarem a responder. A resposta é sempre feita através de um link disponibilizado e se formos por aí acabaremos por cair na esparrela.

Os exemplos que aqui deixamos são algumas das formas de abordagem que estão a ser cada vez mais utilizadas.

Nunca atendam números que desconhecem, principalmente se provenientes do estrangeiro. Se for mesmo alguém que vos queira falar, vai tentar o contacto por outra via identificando-se.

No caso das mensagens com links, não caiam na tentação. Não acredite em prémios que lhe são oferecidos nem em “mensagens do chefe”. O chefe, se existir, sabe o seu número de telefone ou poderá esperar por si no local de trabalho. Enfim, parece fácil evitar estas armadilhas, mas a verdade é que elas funcionam.

O Ministério Público diz que durante o ano de 2021 foram remetidas para investigação criminal 195 das denúncias recebidas pelo Gabinete Cibercrime.

A atuação criminosa mais comum é o chamado phishing, que se destina a obter dados relativos a cartões de crédito ou acesso a contas bancárias. Quando o esquema funciona, as vítimas ficam “depenadas”.

Durante este ano de 2021 foram identificadas e denunciadas inúmeras formas de burla, relacionadas com vendas através de diversas plataformas online legítimas. Da mesma forma, foram identificadas burlas com vendas nas redes sociais (designadamente no Facebook e no Instagram).

A técnica utilizada, quer nas plataformas de vendas, quer nas redes sociais, foi idêntica e repetida: os agentes do crime criam contas específicas para disponibilizar produtos para venda, que efetivamente eram pagos pelas vítimas, mas nunca entregues. Em ambas as situações (plataformas de vendas ou redes sociais) conseguiam defraudar um grande número de vítimas num espaço curto de tempo, após o qual as contas eram subitamente encerradas, sem que mais nada se soubesse quanto ao seu titular.

Os bandidos têm imaginação fértil e a polícia anda sempre atrás do prejuízo. O melhor método para evitar este tipo de problemas é estar sempre com um pé atrás. E em caso de cair nestas esparrelas, denunciar. O Ministério público tem uma via dedicada para estes casos, através do email cibercrime@pgr.pt

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