Expresso 49, uma peça de humor

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Já há muito tempo que não se falava tanto no Expresso. Não há memória de um alarido destes por alguma notícia que o semanário tenha alguma vez publicado. Sem ser esse o propósito dos piratas do Lapsus$ Group, isto transformou-se num “golpe” publicitário de enorme impacto. Ou seja, nem tudo corre mal à família que dirige a Impresa. O fetiche do número 6 continua a funcionar para o velho Balsemão e a celebração dos 49 anos do jornal não podia ter corrido melhor, afinal de contas.

Com uma tiragem média de 67.940 exemplares (vendas abaixo dos 60 mil), é muito provável que os gestores do jornal tenham arriscado nesta edição e mandado imprimir o dobro do habitual. É o que se chama surfar a oportunidade. E uma onda gigante destas não aparece todas as semanas.

Contudo, a edição em papel não traz nada de grande realce, nenhum exclusivo exceto a conversa de Ricardo Araújo Pereira (aka RAP) com um jogador de futebol. Não sendo RAP um jornalista encartado, é um pouco triste que o destaque na 1º página não seja para um trabalho de um jornalista. Qualquer dia, jornais e noticiários serão feitos por agentes da política, do futebol e da polícia, humoristas e empreiteiros de construção civil.

1ª página do semanário Expresso em 7 janeiro 2022

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