Glória ou morte, a luta continua

Não sabemos se o resultado eleitoral na Junta de Freguesia de Benfica (onde o PS voltou a vencer) contribuiu para a decisão de Glória Novais iniciar uma greve de fome em protesto pela discriminação de que diz ser vítima no posto de trabalho.

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Glória é técnica superior da Função Pública, trabalha na autarquia de Lisboa, na Junta de Freguesia de Benfica, e diz que ao fim de 33 anos continuam a querer que ela desempenhe as mesmas funções de quando iniciou a carreira.

Os responsáveis pela Junta de Freguesia dizem que nunca discriminaram a funcionária, mas já passaram seis dias desde que Glória Novais deixou de comer e permanece em protesto em frente ao seu local de trabalho. Glória está de baixa, ali passa dia e noite.

Esta cidadã promete levar o assunto até à Presidência da República, Procuradoria-Geral da República, Provedoria de Justiça, Ministério do Trabalho e outros organismos, de modo a ampliar o eco dos seus protestos.

Glória diz que situações idênticas à sua são comuns na Função Pública e lamenta que outros colegas injustiçados não se juntem a ela neste protesto. As acusações de Glória englobam o que ela chama perseguições, mas também assédio moral e laboral, com represálias que, provavelmente, apenas têm servido para lhe aumentar a sensação de estar a ser injustiçada.

Glória já passou por três presidentes de Junta, em Benfica. O atual é o socialista Ricardo Marques que voltou a vencer as eleições. Ricardo passa por ser um autarca simpático e competente, ficou mais conhecido depois de ter passado pelo programa do Goucha, na TVI, mas nada disso impressiona Glória Novais, para quem a luta continua. Talvez o novo presidente de Câmara consiga resolver os problemas dela, mas Carlos Moedas ainda não tomou posse.

Ricardo Marques no Goucha da TVI

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