Monumento Natural de Carenque, 20 anos depois

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As pegadas de dinossáurio de Carenque foram objeto de um acordo entre o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas e a autarquia de Sintra, no sentido de se dar início às obras de musealização do sítio que é, recorde-se, Monumento Natural.

A jazida foi descoberta, em 1996, numa pedreira desativada próximo de Belas, situando-se numa delgada camada de calcário com uma idade estimada em 90 a 95 milhões de anos, contendo o registo fóssil de mais de uma centena de pegadas de dois quadrúpedes herbívoros e, possivelmente, por carnívoros bípedes.

Há 20 anos que foi aprovado o projeto de criação naquele local de um “Museu e Centro de Interpretação da Jazida com Pegadas de Dinossáurio de Pego Longo”, nunca nada foi feito. Durante 20 anos o local esteve abandonado. Em boa verdade ainda está, porque de boas intenções e de promessas de políticos nunca cumpridas está o inferno cheio. Para quem está em Sintra, basta falar no hospital prometido há cerca de uma década e nunca construído.

Mas a notícia está dada. Em primeira mão pelo feliz professor Galopim de Carvalho, o maior defensor do sítio e reputado geólogo português. Basta ir à página dele no Facebook e ler a primeira palavra: finalmente! Uma espécie de grito de vitória.

Segundo o relato escrito de Galopim de Carvalho, os custos previstos para a primeira fase do projeto “orçam 1 200 000 € (um milhão e duzentos mil euros), a Autarquia (com o apoio de mecenato que, por enquanto, não foi divulgado) disponibiliza 800 000€, sendo o restante assumido pelo ICNF, com base num reforço de verba que recebeu, para o efeito, do Ministério da tutela.”

É o Estado a esmolar apoios quando no caso da Câmara Municipal de Sintra é o autarca a gabar-se de ter mais de 100 milhões de euros no banco. Mas enfim, esperemos que seja desta que aquele património natural fica defendido, preservado e visitável.

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