Início Site Página 309

Slavia Ukraini, primavera-verão 2022

0

Há um novo dresscode na política internacional que rapidamente vai ser aproveitado pelos empreendedores do setor têxtil. O Presidente Zelensky da Ucrânia tem sido o “modelo” de lançamento desta nova grife de pronto-a-vestir, mas acreditamos que brevemente os/as profissionais da coisa vão entrar em cena.

vídeo

Por enquanto, os modelos masculinos estão a ser mais promovidos. Os modelitos femininos não estão a ter tanto sucesso. A insistência na combinação das cores azul e amarelo, nos tons tradicionais ucranianos, não são de um grande bom gosto…

É preciso mais imaginação, senhoras.

Guiné-Bissau, Presidente desconsidera vandalismo em igreja católica

0

O assalto e destruição do recheio de uma igreja católica em Gabú, no leste da Guiné-Bissau, está a provocar reações díspares entre os dirigentes políticos e na população.

Por exemplo, Umaro Sissoco Embaló, o Presidente da República, não dá importância ao caso. Para o dirigente guineense, são casos de polícia e nada mais. Normalmente, os assaltantes pretendem roubar bens que estejam no interior das igrejas ou das mesquitas como, por exemplo, ventoinhas, aparelhos de ar condicionado, relógios de parede. Objetos e equipamentos que desaparecem para nunca regressarem à posse dos proprietários, como reconheceu Umaro Sissoco Embaló.

vídeo

Mas o ministro da Administração Interna, Fernando Gomes, foi a Gabú para ver in loco o que tinha acontecido e mandou instaurar um inquérito que deverá apresentar conclusões em 7 dias.

Num contacto informal que estabelecemos com o embaixador da Guiné-Bissau em Lisboa, Hélder Vaz, foi-nos dito que “é extremamente preocupante” e que pode ser indiciador da “presença de mentalidades radicais em expansão noutros países”, mas que até hoje não tiveram adesão na Guiné-Bissau.

Nas ruas, foi-nos relatado que “há uma preocupação com a intolerância religiosa”. Até porque, quase todas as famílias são inter-religiosas, verdadeiramente ecuménicas no sentido religioso do conceito. Um conflito com base em radicalismos de carácter religioso seria uma catástrofe para a Guiné-Bissau.

Quando só formigas têm catarro…

0

As ervas daninhas crescem por todo o lado e seria perda de tempo “bater mais” no Aeroporto de Lisboa e no SNS, crises há muito geradoras de alarme social. Referirei, apenas, que, durante a semana que passou, os principais responsáveis pelo presente descalabro avançaram com “milagrentas soluções” que revelam bem a sua impreparação governativa: Pedro Nuno Santos, igual ao mesmo que há dez anos invocava o “não pagamos” para resistir à Troika, recorre a mais uma das suas habituais “bombas atómicas”, procurando apagar o incêndio que gere com a precipitação do anúncio da construção de novos aeroportos; já Marta Temido, também de mal a pior, entendeu “atacar” os portugueses com um novo plano na área da saúde, capaz de inverter a ameaça de morte temida que há muito deixa pairar sobre a nossa Saúde.  

Destes dois incidentes, que ombreiam com o que de mais canhestro a República produziu, permitam-me que extraia apenas uma breve conclusão. Enquanto os responsáveis de maior valia técnica e política se afastam, o PS demonstra que, nem juntando na mesma pessoa os cinco putativos candidatos a uma sucessão airosa do PM, encontraria nome de jeito. Uma tragédia para o futuro do nosso país, quando se repetem cenas reveladoras de que o regular funcionamento das Instituições não está assegurado.

Ignore-se o silêncio que cai sobre a Justiça e sobre uma Agricultura também de rastos e centremo-nos na diplomacia, um tema muito atrativo para os portugueses. Neste domínio, assistiu-se à substituição tardia da Embaixadora da Ucrânia, pessoa que há muito demonstrara inaptidão, porventura ser agente dupla. Impensável em diplomacia, e intolerável para qualquer Governo soberano, recordo que se deu ao luxo de não participar em comemorações para que havia sido oficialmente convidada, preferindo integrar a manifestação de um partido político. Muitos cidadãos ucranianos se queixaram, mas, na parte que me toca, há muito que não tinha dúvidas. A Embaixada da Ucrânia nunca se dignou responder, por escrito, aos textos de apoio que publiquei desde o quarto dia da invasão e nem sequer agradeceu várias ofertas de ajuda.  

Ainda a voar neste “céu”, e mesmo admitindo “naturais desvios” de rota, porque Ucrânia e Copacabana quase “rimam,” atente-se na “visita de Estado” do nosso PR ao Brasil, num momento em que ambos os países divergem em questões muito sensíveis. Uma missão de alto risco que cedo degenerou em fracasso, com o representante máximo de Portugal a cometer mais um erro de palmatória e que só revela a sua total impreparação para o exercício das altas funções que desempenha.

Assim é. O cidadão Marcelo Nuno tem todo o direito de discordar de Bolsonaro. Porém, enquanto PR de Portugal, e salvo situações extremas, tem o dever de não se imiscuir na política interna dos outros países. Reserva a que levianamente se furtou logo na primeira volta das eleições presidenciais brasileiras quando, em Coimbra, e perante a notícia de uma expressiva votação em Bolsonaro, afirmou que essa era uma “má notícia para a democracia”. Depois, admirem-se que, na sua primeira ida ao Brasil, o “militar” Bolsonaro o tivesse posto a “descansar na parada”.   

Para, em 2022, a cena se repetir sem qualquer necessidade. A decorrer uma extremada campanha no Brasil, e venha o diabo e escolha entre os candidatos, podia alguém, com o mínimo de senso, admitir que Bolsonaro não reagisse ao anunciado “beija-mão” de Marcelo, a Lula? Uma trapalhada que “ditou” a firme reação do nosso PR em não se deslocar a Brasília, e assim prolongar as “férias” em São Paulo, enquanto a nossa CS não cessa de tecer loas à coragem e simpatia de um PR que se desdobra em encontros de ocasião e em selfies, por praias paradisíacas. Como não, se é esta mesma CS que dispensa mais preocupações sobre a lei do aborto dos EUA, do que ao caos instalado nos partos, em Portugal?

Hoje, com o “rei” de férias no Brasil, e o país sem rumo, Portugal parece ter recuado a 1822. Vítima de si mesmo, Marcelo arrisca-se a ficar para a nossa História Pátria como um dos piores estadistas de sempre, pedindo meças a Américo Tomás que, ao menos, procurava manter recato enquanto conduzia Portugal para o abismo.

E como não pensarmos assim se, com o maior partido da oposição a reorganizar-se, mas sem apresentar uma só medida animadora, é Marques Mendes que se insinua como candidato à sucessão de Marcelo?

Os portugueses continuam sem nenhum motivo para se sentirem animados e só António Costa respira de alívio, enquanto a guerra na Ucrânia prossegue e o nosso país empobrece. Com o PR encostado às cordas, que pode ele recear do “catarro de formigas”?

Guiné-Bissau, igreja católica de Gabú vandalizada

0

Gabú é a principal cidade do Leste da Guiné-Bissau. A maioria da população é muçulmana ou animista. Os católicos são poucos por ali, como são poucos no resto do país. A pequena igreja católica não consegue rivalizar com as inúmeras mesquitas que existem em todos os bairros da cidade e em todas as aldeias nas imediações.

A Guiné-Bissau está numa linha de fronteira entre o mundo cristão e o muçulmano. Apesar disso, o jornalista Carlos Amadú Baldé disse-nos que ninguém acredita, ainda, que este assalto possa ser visto como um ataque aos católicos.

“Isso não, olhando para os antecedentes históricos de Gabú, aliás da Guiné-Bissau. Se for, será  um fenómeno novo e surpreendente. Em Gabú todos se cruzam, casam-se muçulmanos com  cristãos, todos comemoram as festas do Natal e do Ramadão ou Tabaski, sem problemas. É uma das riquezas da cultura guineense,” diz-nos Carlos Amadú Baldé.

Aliás, o relato deste jornalista garante que “já se vê a solidariedade das outras comunidades religiosas e das organizações da sociedade civil.”

Carlos Amadú Baldé acredita que tenha sido um ato de vandalismo, talvez uma tentativa de roubo. As questões de segurança são cada vez mais notórias em “todo o território nacional”, tem havido um aumento exponencial de “furtos, roubos, violações e espancamentos”, explica Carlos Amadú Baldé.

O jornalista Carlos Amadú Baldé

“É bom salientar que um ato como este, vandalizar um local de culto religioso, é inédito na Guiné-Bissau,” diz o jornalista. Por vezes, explica, noutros assaltos que ocorreram em locais semelhantes, a intenção foi ficar com “relógios de parede, bateria ou megafones, nunca, mas nunca vandalizar imagens sagradas”.

A possibilidade de se tratar de um ataque com motivações religiosas é “muito preocupante” e Carlos Amadú Baldé não quer acreditar nisso. Ele sabe bem o que tem acontecido noutras paragens de mundo, onde diferendos religiosos são alibi para a guerra. “Imagine isso num país de 2 milhões de habitantes, onde toda a gente se conhece”, diz-nos o jornalista.

Seria uma repetição do conflito de 1998/99, dizemos nós. Esperemos que nunca se repita na Guiné-Bissau.

A guerra é bela

0

A Ucrânia ataca território russo, na tática de que o ataque é a melhor defesa. A lógica argumentada pela Rússia quando se justificou por ter invadido a Ucrânia.

Neste vídeo, as belas imagens que os serviços de propaganda ucranianos continuam a difundir com o horror da guerra. E o horror que chega agora, também, da Rússia, sem beleza.

vídeo

O regresso das “caravelas”

0

A Cargill, uma das maiores freteiras mundiais de navios, vai adicionar velas de última geração a um navio no início do próximo ano para testar se a energia eólica pode contribuir para a poupança de combustível e a redução das emissões de carbono.

Com cerca de 90% do comércio mundial transportado por via marítima, o transporte marítimo representa quase 3% das emissões mundiais de CO2.

Segundo anunciou a empresa, o navio será um graneleiro, apetrechado com duas velas. A  experiência vai ter início em 2023.

A Cargill garante que se trata de um teste em condições reais de funcionamento. Haverá carga a bordo, o navio estará em uso comercial real, em travessias oceânicas. Se resultar, a empresa diz que tem já uma lista de outros navios suscetíveis de virem a utilizar velas. A expetativa é que o vento ajude a reduzir em 30% as emissões de carbono.

As velas em questão não são de pano nem sequer flexíveis. São velas duras. O equipamento está a ser desenvolvido pela empresa BAR Technologies, que desenhou barcos para a America’s Cup.

imagem onde se pode vislumbrar o desenvolvimento das velas duras num computador da Bar Technologies

A Cargill freta entre 600 a 700 navios anualmente, dos quais 90% são para granel seco e os restantes são petroleiros.

MAIS UM DIA DE GUERRA

0

Entre as tentativas de diabolização da Rússia e as imagens de gente a receber os soldados russos de braços abertos, nos territórios de onde os ucranianos tiveram de fugir, a verdade há de estar nas duas versões.

vídeo

O médico preferido de Trump e Bolsonaro

0

Morreu o médico que convenceu os presidentes Bolsonaro do Brasil e Trump dos EUA de que tinha a cura para a pandemia covid-19.

Chamava-se Vladimir Zelenko, e tal como o outro que tem um nome parecido, também era ucraniano, judeu e igualmente obstinado.

Por alguma razão, Zelenko dedicou-se a doutrinar o mundo de que a hidroxicloroquina curava o covid-19. Muitos acreditaram nele e, tanto Bolsonaro como Trump chegaram a afirmar que se tratavam com essa droga prescrita pelo médico ucraniano. Tornou-se uma celebridade que rapidamente caiu em desgraça quando as suas teorias forem refutadas pela comunidade científica e médica.

Zelenko emigrou para os EUA ainda em criança, com a família. Exercia medicina longe dos grandes centros urbanos. Era um “médico do campo”, como gostava de dizer.

Morreu hoje, provavelmente de sequelas de um cancro do pulmão diagnosticado em 2018.

Príncipe Carlos recebeu milhões em sacos de supermercado

0

O dinheiro vivo terá sido dado a Carlos pelo ex-Primeiro Ministro do Qatar, Sheikh Hamad bin Jassim bin Jaber al-Thani, proprietário do clube de futebol francês Paris Saint-Germain e um dos maiores investidores de imobiliário em Londres.

Hamad al-Thani foi responsável por canalizar milhares de milhões de libras em investimento para o Reino Unido, incluindo o mais alto edifício da capital inglesa, The Shard, as lojas Harrods e o hotel Intercontinental London Park Lane, entre outras propriedades multimilionárias.

A alegação consta de um relatório agora revelado e noticiado pelo The Guardian. Os molhos de notas terão sido dados ao Príncipe de Gales em três ocasiões, durante encontros pessoais entre Carlos e al-Thani. Se na primeira doação o montante foi entregue numa mala, ao estilo dos filmes de gangsters americanos, da segunda vez o dinheiro foi passado numa mochila e à terceira foi mesmo em sacos do supermercado Fortnum & Mason, que tem o contrato de fornecimento de mercearias à Casa Real do Princípe de Gales.

recorte de notícia do jornal inglês The Guardian

Segundo o relatório, os fundos terão sido entregues imediatamente a representantes da fundação The Prince’s Trust. Nada aponta, diz o relatório, para que al-Thani não tivesse a intenção de doar os montantes a esta instituição.
Interrogados, no âmbito do relatório, vários funcionários do Prince’s Trust confirmaram que a Fundação recebeu o dinheiro e foi depositado nas contas da instituição bem como inscrito nos documentos contabilísticos da mesma.

A residência oficial do príncipe, Clarence House, também confirmou que as alegações são verdadeiras e anunciou que, a partir de agora “não serão aceites mais doações directas em numerário para a Fundação The Prince’s Trust”.

Este caso não podia ter sido tornado público em pior momento para Carlos de Windsor.
Nos últimos meses já foram várias as acusações de que Carlos usou a sua fundação para esconder donativos feitos por milionários árabes – e não só –, para que o herdeiro do trono garantisse acesso a políticos e círculos empresariais no Reino Unido.

Estas doações terão sido sempre feitas a coberto de acordos com a fundação de Carlos, mas provocaram a dúvida no público sobre um possível esquema de corrupção ao mais alto nível do Reino.
O relacionamento de Carlos e Hamad al-Thani vem de há décadas. O Sheik qatari terá até atendido aos pedidos de Carlos para alterar um dos projectos imobiliários mais mediáticos e caros de Londres, Chelsea Barracks, à beira do Tamisa.
Carlos, claro, desmente qualquer benefício pessoal do dinheiro do Qatar. O relatório diz o mesmo que o herdeiro. Mas a dúvida está plantada na opinião pública britânica.

(Todas as Quintas-feiras às 21h, Tiago Cardoso Pinto e Hélder Santos falam sobre tudo e quase nada nos Comentários sem Rede, em directo e exclusivo em www.setepontosete.pt)

A resistência palestiniana

0

O que se está a passar em Nablus, na Cisjordânia, é apenas mais um episódio de uma guerra que começou em 1948…

vídeo