O regresso das “caravelas”

Os transportes marítimos estão a preparar uma espécie de regresso ao passado. Voltaremos a ver grandes veleiros a cruzar os mares. Não será bem o regresso das caravelas, mas a energia eólica volta a ter importância, até mesmo no que diz respeito a grandes navios cargueiros. Bons ventos, é o que desejamos.

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A Cargill, uma das maiores freteiras mundiais de navios, vai adicionar velas de última geração a um navio no início do próximo ano para testar se a energia eólica pode contribuir para a poupança de combustível e a redução das emissões de carbono.

Com cerca de 90% do comércio mundial transportado por via marítima, o transporte marítimo representa quase 3% das emissões mundiais de CO2.

Segundo anunciou a empresa, o navio será um graneleiro, apetrechado com duas velas. A  experiência vai ter início em 2023.

A Cargill garante que se trata de um teste em condições reais de funcionamento. Haverá carga a bordo, o navio estará em uso comercial real, em travessias oceânicas. Se resultar, a empresa diz que tem já uma lista de outros navios suscetíveis de virem a utilizar velas. A expetativa é que o vento ajude a reduzir em 30% as emissões de carbono.

As velas em questão não são de pano nem sequer flexíveis. São velas duras. O equipamento está a ser desenvolvido pela empresa BAR Technologies, que desenhou barcos para a America’s Cup.

imagem onde se pode vislumbrar o desenvolvimento das velas duras num computador da Bar Technologies

A Cargill freta entre 600 a 700 navios anualmente, dos quais 90% são para granel seco e os restantes são petroleiros.

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