A Câmara Municipal de Lisboa exonerou a vogal do conselho de administração dos Serviços Sociais, Mafalda Livermore, por ‘uma quebra de confiança institucional’. A mesma pessoa que Carlos Moedas tinha chamado para o cargo. Embora a dita-cuja senhora alegue que foi ela quem se demitiu. São trapalhadas deles. A verdade é que uma investigação jornalística, realizada pela RTP no programa A Prova dos Factos, revelou que Livermore é proprietária de vários imóveis com habitações clandestinas arrendadas a imigrantes.
Por outro lado, os socialistas, em minoria, já que Moedas se aliou ao Chega, pedem a reforma nos contratos de delegações de competências às freguesias. Moedas pediu ‘tempo’, mas, até agora, ignorou os autarcas. Assim, as juntas de freguesia socialistas estão numa situação que ‘não é financeiramente sustentável’ e ‘sem interlocutor’.
O serviço municipal das juntas mais criticado pelos fregueses de Lisboa é a recolha do lixo. Depois de Moedas ter anunciado a recentralização dessa competência, durante a campanha, e reiterado o plano na tomada de posse, houve uma informação da Câmara que trocou as voltas aos presidentes de Junta de Lisboa. Com base em informações da autarquia, o jornal Público anunciou, no início de Fevereiro, que essa reforma na recolha do lixo seria adiada para 2027 e o presente ano serviria como ‘transição’.
Outra das questões que se levanta é o protocolo para a manutenção dos espaços verdes, uma das competências da Câmara, delegada às juntas com a reforma administrativa de 2014. Em S. Domingos de Benfica, continuam ao abandono e, imagine-se, que no meio dos temporais e em dias de chuva, os repuxos da Praça Humberto Delgado, em Sete Rios, continuavam a deitar água. Veremos o que sucede no Verão…



