Mais uma vez a ler a tua enorme poesia. Nunca me perco nela… Sim, por ela. Entrei no espírito da tua “receita de mulher”. Mais uma vez acertas nos ingredientes, mas… Mas… Tenho uma forma de compor a receita. Sabes que, por vezes, as receitas são melhoradas baseadas na experiência. É perfeitamente evidente que também tinhas em ideia as pequenas proporções, que te vou adiantar, que faltavam no todo. Sendo esta minha conversa informal, parte assim de um leitor espiritual teu, porque também vivi as tuas tropicalidades. Não vou patentear a receita, até porque, sendo teu o original, o acrescento… é o que pensarias. Mas o meu acrescento tem nuances que não fazem parte do teu original. É mais abrangente, desculpa, mas é. Dei-te o beneficio da dúvida, que terias pensado; mas, se assim era, não escreveste. E eu acrescento ao teu original. Ora nota bem:

Depois destes ingredientes, o que pensas disto? Concordas? Eu sabia. Vivemos no mesmo compasso de vida; mas, claro, o teu compasso foi muito maior… o meu… não. Vejo, porém, como tu vias, talvez mais, porque menos tive. Cantaste mais, muito e muito mais que eu, no entanto, se calhar… por ter menos, apreciei mais do que tu. Espiritualmente contigo, Venicius.



