O CASA-Centro de Apoio ao Sem Abrigo é uma IPSS que, todos os dias, oferece centenas de refeições aos sem-abrigo, em todo o País. Uma vez confeccionada a alimentação, há carrinhas identificadas que a levam até aos mais necessitados.
Tudo é feito com recurso a donativos de empresas diversas que são entregues, para que, depois, funcionários e voluntários se apliquem nas cozinhas, de onde saem as refeições.
No caso de Lisboa, pela cidade fora, a distribuição é feita e os mais necessitados levam as embalagens que, mais tarde, são largadas no chão ou em qualquer canto da capital.
Constatando o óbvio, perguntei porque tal não sucede, por exemplo, no Porto. E, ingenuamente, porque não se deixam as refeições no Centro de Apoio Social dos Anjos, vulgarmente denominado ‘Sopa dos Pobres’, gerido pela Santa Casa da Misericórdia. Ali, pelo menos, os sem-abrigo comem em condições de dignidade: têm uma mesa, pratos e talheres, casas de banho e um local de convívio.
Fiquei a saber que a Câmara Municipal do Porto atribuiu espaços ao CASA e a outras instituições similares para que pudessem servir as refeições com dignidade. Além das pessoas poderem comer melhor, evita-se o desperdício e o lixo na cidade.
Quanto a Lisboa, as negociações com Carlos Moedas revelam-se intermináveis. Quer isto dizer que, para o chic-nic no Parque Eduardo VII, que atingiu o máximo do ridículo na cidade, houve dinheiro e o presidente da câmara até deu 75 mil euros a um seu apoiante, dizem que era para a música de animação do evento.
As pessoas que lá foram, não sei se muitas se poucas, pagaram entre 150 e 300 euros por uma comidinha chique e para estarem no recinto da tal música, paga por todos os contribuintes de Lisboa. Os outros, os que não comeram comidinha chique, ficaram fora do recinto a ver e ouvir os músicos à distância, não fora perturbarem a digestão dos pagantes.
Portanto, para um espaço onde os sem-abrigo possam comer e estar, não há dinheiro. Para um piquenique chique, não só há dinheiro como nem tão pouco o espaço público onde decorreu foi pago.
Desta vez, não se pode dizer que estou contra a cor política de Moedas, já que a cidade do Porto é liderada por Pedro Duarte, do mesmo partido. A diferença é o que um saloio pensa que é chique e só beneficia os amigos, enquanto que o outro é, verdadeiramente, presidente de autarquia.




Concordo. Mas, o seu a seu dono. O apoio alimentar da C. M. Porto era dado na rua. Comiam sentados nos degraus e deixavam as embalagens onde calhava. Era insalubre, um perigo para a saúde. Foi Manuel Pizarro, vereador do PS e médico, que dinamizou o apoio de IPSS, criando salas de refeição e trazendo a comida de cozinhas da própria autarquia. Recordo, pessoalmente, o apoio da Ordem do Terço que disponibilizou uma sala, com entrada directa para a rua. Mas sei que foram diversos. E o problema ficou resolvido e julgo que continua. Não duvido que Pedro Duarte faz o seu melhor e tem o meu apoio, embora vivendo em Gaia.
No artigo do que se passa em Lisboa. Divulga em poucas linhas a fórmula do que era o mais sensato.
Não comer na rua. E pode manter-se assim em alguns espaços.
Pelos motivos já descritos, e do que acarreta a insalubridade, do que é comer na rua.
Sim realmente o Chic Spert do menino Carlinhos é uma ofensa.
Desculpe-me eu sou saloio. Lisboa de gema, Vindo de Mafra.
Os estaleiros de obras proliferam por estas redondezas (Lx)
Estou em alguns. Os trabalhadores, que como devem conhecer e compreender as suas origens, são diversificadas e complexas. Seria o caos comerem fora do espaço destinado para esse fim. Por uma questão de saúde pública.
Está regulamentado. É lei.
É muito vergonhoso estes dois episódios. Um é episódio triste o do pque Eduardo VII.
O outro seria uma queixa.
Mas o país está, e é tão pobre. Que esta fórmula dos estabelecimentos entregarem alimentos balizados no tempo dentro do expectável de condições de serem consumidos, dados a restaurantes para confecçiona-los e depois com propaganda em viaturas identificadas entregá-los aos demais na rua. Deixem-me adivinhar. Deve sobrar muito pouca na 2.a zona. A da confecção.
E a restante cadeia de interesses. É neste país, cidade, instituições de caridades, umas autenticidades burlescas