A DESTRUIÇÃO DO LITORAL ALENTEJANO

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Em defesa do ambiente e da praia pública, um grupo de ativistas manifestou-se em Melides, no litoral alentejano. O protesto foi promovido pelo movimento “Reabrir a Galé”, que alerta para o impacto ambiental e social dos novos projetos que irão restringir o acesso às praias e a ameaçar zonas protegidas de dunas.

Os ativistas querem pôr um travão aos projetos de luxo que se têm instalado na costa alentejana ao longo dos anos, limitando cada vez mais o acesso às praias.

cartazes da manifestação onde se interpelam alguns dos “vizinhos” famosos, príncipe Harry e Nicole Kidman, para se juntarem aos manifestantes pela defesa do meio ambiente e do acesso público às praias da região

De acordo com os dados da última fiscalização da Agência Portuguesa do Ambiente, há atualmente 10 praias entre Tróia e Melides com acessos condicionados – em 7 desses casos, devido à presença ou construção de empreendimentos turísticos.

A extensa praia entre Troia e Melides, 45km de areal, um território que até há bem pouco tempo era considerado um dos mais bem preservados da Europa, está em sérios riscos de degradação devido à pressão humana.

No passado dia 3 de julho, foram reprovadas, na Assembleia da República, todas as propostas de uma petição (com mais de dez mil assinaturas) pela preservação do património natural da Península de Troia. Os deputados parecem não entender que está em curso a destruição ambiental de habitats de largas dezenas de espécies que vivem nesta zona.

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