O Hamas detém ainda “59 reféns, a grande maioria dos quais israelitas”, diz a Amnistia Internacional, “dos quais pelo menos 24 se acredita estarem vivos”. No outro lado da barricada, há “mais de 4 mil palestinianos detidos sem acusação ou julgamento, quer sob detenção administrativa, quer com base na Lei dos Combatentes Ilegais, que viola o direito internacional”. É esta a contabilidade desta espécie de “negócio” de seres humanos que Israel mantém com o Hamas.
Os números são da Amnistia Internacional e estão publicados no site da organização humanitária em Portugal.

fonte Libertação imediata dos reféns civis detidos em Gaza e dos palestinianos detidos arbitrariamente – Amnistia Internacional Portugal
A Amnistia Internacional está preocupada com os sinais relativos a tratamento desumano dos prisioneiros de ambos os lados da contenda, sejam os que estão algures em Gaza ou os que estão nas cadeias de Israel.
“Os reféns israelitas e estrangeiros e os detidos palestinianos não devem ser tratados como peões políticos numa desprezível luta pelo poder sobre a próxima fase do acordo de cessar-fogo”, é o apelo da Amnistia Internacional.
Deveriam ser todos libertados imediatamente e deveria haver um “um cessar-fogo duradouro, que inclua assistência humanitária sem entraves a Gaza”. Infelizmente não é Natal para termos prendas tão generosas.

Para a Amnistia Internacional, Israel ofende o direito internacional quando detém prolongada e arbitráriamente pessoas para servirem de moeda de troca. E há as evidências sobre maus-tratos, acrescenta a organização: “todos os que permanecem em cativeiro devem ser tratados com humanidade e protegidos da tortura e de outros maus-tratos e ter acesso ao Comité Internacional da Cruz Vermelha e a cuidados médicos”.
TORTURA
Na publicação que estamosa citar, muitos palestinianos foram libertados “com sinais de tortura e outros maus-tratos”, e lembra que já documentou anteriormente a forma como “os detidos foram sujeitos a desaparecimentos forçados, detenção em regime de incomunicabilidade e tortura generalizada durante a detenção, nomeadamente através de espancamentos, fome e outros tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes. Pelo menos 60 palestinianos detidos morreram enquanto estavam sob custódia israelita desde 7 de outubro de 2023″.
“Continuar a deter arbitrariamente milhares de palestinianos sem qualquer fundamento legal é cruel, injustificado e flagrantemente ilegal. As autoridades israelitas devem deixar de recorrer à detenção arbitrária e abster-se de manter os corpos dos palestinianos falecidos como moeda de troca. Até que os detidos sejam libertados, Israel deve permitir o acesso de observadores internacionais às instalações de detenção. Todos os indivíduos detidos devem ser protegidos da tortura e receber alimentação, água e tratamento médico adequados, bem como ter acesso às suas famílias e advogados”, é o que podemos ler nesta publicação.
Se alguma vez for exercida justiça sobre os crimes aqui descritos, Israel já conhece os termos da acusação.



