As sanções americanas são dirigidas a 10 personalidades e duas empresas russas devido a “interferência hostil em eleições presidenciais”. Neste momento, corre a campanha eleitoral para as próximas eleições presidenciais nos EUA.
Entre as 10 pessoas que ficam, agora, sujeitas a detenção, julgamento e prisão nos EUA, se forem apanhadas em algum país que siga a fatwa americana, está a jornalista Margarita Simonyan (foto acima), apelidada de “propagandista” pelo Governo da Ucrânia.

Já em 2022 e 2023, Margarita tinha sido alvo de outras demandas sancionatórias por “promover desinformação”.
Esta jornalista tornou-se conhecida quando no ano 2000 foi enviada para reportagens sobre a guerra na Chechénia. Na altura, a Rússia combatia movimentos terroristas chechenos e o ocidente, principalmente depois do massacre de Beslan, com centenas de vítimas numa escola, não encontrou razões para grandes críticas sobre o modo de fazer a guerra ou sobre o trabalho dos jornalistas na Chechénia.
Mais tarde, Margarita trabalhou na Krasnodar TV (televisão local), no canal de notícias Russia 24, até ser contratada para editora-chefe do canal RT, com apenas 25 anos de idade.
Se a considerarmos “propagandista”, temos de dizer que perseguir Margarita Simonyan é como perseguir Nuno Rogeiro ou José Milhazes, entre tantos outros propagandistas pro-NATO e pro-Ucrânia espalhados pelo mundo.




