A um ano dos Jogos Olímpicos de Paris, um fabricante de drones apresenta por estes dias um protótipo de táxi aéreo. O fabricante alemão deste aparelho, a que chamaram Volocopter, pretende obter autorização para operar nos céus de Paris durante os Jogos Olímpicos.
Na intensa campanha promocional que decorre por estes dias, o Volocopter acaba de ser apresentado na feira de aeronáutica de Paris. Esta feira é considerada a maior do género em todo o mundo e, por isso, janela promocional imprescindível.

O Volocopter é um drone maior, igualmente elétrico. O aparelho está preparado para voar sem piloto a bordo, telecomandado à distância como qualquer drone. Mas, por enquanto, o Volocopter foi adaptado para transportar um piloto e um passageiro. Propor aviões sem piloto ainda é um risco. Quem vai aceitar voar num avião telecomandado?
A verdade é que há mais de 200 empresas em todo o mundo a desenvolver os seus protótipos de aviões e helicópteros elétricos. Mas, para já, o Volocopter parece estar mais avançado. Há anos que andam a fazer voos de teste em França e na Alemanha e, agora, foi feito uma exibição na Arábia Saudita. Com grande sucesso, segundo se diz. Os sauditas serão os primeiros a alinhar nesta excentricidade, parece evidente.
Nos vídeos da empresa que desenvolveu o Volocopter, podemos ver a capacidade de voo do aparelho e as capacidades de transporte de pessoas e carga. O lema da empresa é “nada de estradas, nada de pontes, nenhum túnel, nada de carris, nenhuma poluição, nenhuma pegada.”
A guerra na Ucrânia deu um grande impulso financeiro aos fabricantes de drones. As “encomendam aumentaram exponencialmente á medida que os drones foram revelando as suas capacidades. Primeiro, eram apenas objetos voadores utilizados na vigilância e deteção do inimigo, depois passaram a ser utilizados como bombardeiros. Os pequenos drones conseguem carregar bombas e granadas, silenciosamente voam sobre as posições do inimigo e largam as cargas explosivas com grande precisão. Tudo comandado à distância, através das câmaras de vídeo que equipam os drones. Matam que se fartam.
O sucesso dos drones na guerra garante o financiamento para o desenvolvimento deste aparelho para poder servir a sociedade em tempos de paz. Claro que se transporta pessoas, transporta soldados…



