Oito contra um, Ildefonso regressa ao local do “crime”

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Ontem, Manuel Ildefonso regressou de ambulância a casa. No Hospital Amadora Sintra tratou-se das pancadas sofridas. Na cara exibia um hematoma provocado por uma pancada, evidência de maus tratos que Manuel Ildefonso diz ter sofrido quando o detiveram ontem.

E porque foi detido, o senhor Manuel Ildefonso? Lendo o papel que a GNR preencheu diligentemente, este homem foi detido por crimes contra a autoridade pública, resistência e coação sobre funcionário.

Resistir é um direito que nos assiste a todos, dificilmente poderá ser um crime, a não ser que estejamos a falar de resistência armada ou de resistência física. Ora, acreditamos que o senhor Ildefonso não tem armas consigo e dificilmente acreditamos que um sexagenário doente oncológico tenha pretendido confrontar fisicamente oito matulões da polícia municipal e da GNR.

Ou seja, é possível que a GNR esteja a mentir, quando alega que Manuel Ildefonso resistiu e tentou agredir militares da GNR ou agentes da Polícia Municipal. Nas imagens de que dispomos, isso não se vê. Nota-se mais a dureza da detenção e os gritos de socorro do detido.

No mesmo documento, a GNR reconhece que Manuel Ildefonso sofreu lesões nos pulsos derivado da algemagem… como se para algemar alguém fosse inevitável provocar ferimentos.

Mas basta olhar para a cara do senhor Manuel para percebermos que não o magoaram apenas nos pulsos.

Hoje, Manuel Ildefonso foi ao tribunal de Sintra para ser ouvido neste caso de crime contra o Estado… chegou à hora marcada, esperou hora e meia e mandaram-no embora sem ter sido ouvido. Ou havia crimes contra o Estado mais graves e a exigir atenção dedicada ou alguém está farto de aturar bagatelas jurídicas aparentemente inventadas.

Neste momento, o sr Manuel está de volta a casa, naquela esquina onde está o sinal indicativo para o centro histórico e com vista privilegiada para o belo edifício da câmara municipal de sintra.

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