Sem parlamento, Marcelo tem maior protagonismo

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Com a pandemia a retomar força e o parlamento dissolvido, com os cientistas e matemáticos a traçarem cenários de nova vaga da doença a assolar as urgências hospitalares, a responsabilidade exclusiva de decretar o estado de emergência será do Presidente da República.

Especialistas da Faculdade de Ciências admitem que Portugal pode estar a entrar na 5.ª vaga de covid-19 e admitem que “o número de novos casos deverá duplicar a cada 30 dias”, podendo chegar aos 2.000 casos diários na primeira metade de dezembro.

Há mais de uma semana que o índice de transmissibilidade da pandemia se mantém acima de 1. Ontem estava em 1,08.

fonte Direção Geral de Saúde

Já vimos antes este filme. Enquanto as estruturas de saúde aguentarem, a situação não irá mudar, embora se faça à custa de vidas perdidas. Mas quanto voltarmos a ver filas de ambulâncias nas urgências hospitalares, será a vez de “magoar” a economia, de voltarmos a fechar escolas, fábricas e serviços públicos.

Numa situação de agitação política, com eleições em finais de janeiro de 2022, em plena campanha eleitoral, vai ser bonito de se ver. Todos os políticos vão usar o assunto como argumento eleitoral.

Marcelo Rebelo de Sousa mandou fechar o parlamento, onde permanecem apenas os deputados que fazem parte da Comissão Permanente da Assembleia da República. Será esse pequeno grupo de pessoas a decidir se o Presidente da República decreta o estado de emergência. Nesse dia, veremos com quem Marcelo quer posar para a fotografia.

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