Inês e Cristina, luta na lama

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Os ânimos parecem estar um bocadito exaltados entre as deputadas Inês Sousa Real e Cristina Rodrigues. Há quem acredite que pouco falta para se esgatanharem e arrancarem melenas de cabelo uma à outra.

Tudo começou quando a dirigente do PAN foi confrontada com o facto de ser sócia de duas empresas agrícolas que utilizam estufas e praticam agricultura intensiva, acusação despoletada por um dirigente da CAP, a Confederação dos Agricultores de Portugal. Ao mesmo tempo que Inês tentava negar essas acusações, a deputada Cristina Rodrigues dizia sibilinamente que a procissão ainda ia no adro, aludindo à existência de outros escândalos que poderiam embaraçar a dirigente do PAN.

Nas redes sociais, Cristina não se coibiu de gozar com a situação. É uma forma de fazer política, malhar na adversária quando ela está fragilizada. Já vimos isto muitas vezes, noutros quadrantes políticos.

Ferida mas não derrotada, Inês (ou alguém por ela) decidiu, agora, revelar que há uma queixa crime contra Cristina Rodrigues, por “suspeita de interferência informática deletéria, abusiva e criminosa nas contas de correio eletrónico do PAN, da qual resultou um “apagão informático” deliberado de todas as comunicações eletrónicas enviadas e recebidas até 25 de junho de 2020”, indica uma nota que o PAN divulgou. Cristina Rodrigues é acusada de ter acedido aos emails do partido e de ter apagado anos de correspondência com o intuito de causar prejuízos ao PAN.

O caso remonta a agosto de 2020 e não deixa de ser curioso que seja agora divulgado. Pretender dissociar esta revelação ao problema que rodeia Inês Sousa Real será inútil, porque ninguém vai acreditar. Cristina Rodrigues saiu do PAN dois meses antes desta alegada invasão informática, mas na altura não houve nenhum eco sobre esta quezília.

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