Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades

O deputado Ventura diz que não fala mais com o Francisco Rodrigues dos Santos. O Francisco parece não querer saber do amuo do deputado Ventura.

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A questão vem embrulhada com chavões tipo “lealdade institucional”, “boa prática”, “representação parlamentar”, etc. e tal. Uma lenga-lenga curiosa para quem se reclama de ser anti-sistema. Na verdade, Ventura está mesmo chateado porque quando o CDS anuncia um congresso para as mesmas datas do Chega, vai dividir a atenção mediática que o deputado Ventura queria só para si.

Sem exclusividade, a coisa tem menos piada. Ventura sabe que dizer mal da direita não funciona tão bem entre os seus. Mas lá terá que ser: “A única preocupação do CDS é destruir o Chega, ofuscar-nos, diminuir-nos e humilhar-nos”, diz Ventura numa espécie de ensaio para o congresso onde eles irão aprovar novos estatutos, desta vez de forma legal, espera-se. O Tribunal Constitucional vai estar de olho neles.

No CDS, a artimanha de Francisco Rodrigues dos Santos também foi aproveitada para o challenger Nuno Melo tecer as suas criticazinhas, ao considerar “um absurdo” que o partido “partilhe o palco” e divida o “espaço mediático” com o Chega.

Mas, neste caso, é no dividir do espaço mediático que está o ganho de Francisco. Não só diminui a exposição do seu verdadeiro inimigo que é o Chega, o único partido que ficaria a ganhar se o CDS desaparecesse do mapa e, por outro lado, é ele quem finalmente marca a atualidade política à direita. Ao retirar protagonismo ao deputado Ventura, Francisco marcou pontos. E é aí que mais dói ao Ventura.

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