Vida selvagem nas cidades portuguesas

Há vida selvagem nas "selvas urbanas" nacionais e não estamos a falar de bandidagem ou arruaceiros. Estamos mesmo a falar de animais não domesticados e que vivem livres e de forma independente. Neste caso, até falamos de pássaros exóticos que vieram de África e da Ásia, como tantos outros migrantes

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Há periquitos em estado selvagem, nas cidades portuguesas. Começaram por ser aves engaioladas que se libertaram ou foram soltas, adaptaram-se a viver fora das gaiolas, reaprenderam a procurar comida, encontraram parceiros e reproduziram-se. São o exemplo da maravilhosa capacidade de adaptação de alguns seres vivos.

Felizmente para os periquitos, mesmo no inverno o clima não é suficientemente agreste para lhes fazer mal e há sempre alguma coisa para comer, já que estas aves não comem apenas sementes, também apreciam frutos, grãos e flores.

Estamos a falar de uma espécie em particular, dentro das várias espécies que chegam a Portugal através dos circuitos comerciais de venda de animais exóticos: o periquito-de-colar.

Segundo foi agora divulgado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), as colónias de periquitos-de-colar estão em franca expansão, de tal modo que está em andamento um projeto para se conseguir dimensionar o fenómeno.

Para o efeito, a SPEA pede ajuda aos cidadãos. Nem é difícil. Basta ir passear para parques e jardins ao fim do dia, olhar com atenção para as árvores e, se virem periquitos-de-colar, tentar contar quantos pássaros lá estarão. Depois, basta comunicar a observação no site “Ajude-nos a contar periquitos”. O projeto desenrola-se durante o mês de novembro.

Mas como identificar a espécie certa? Através desta descrição: periquito verde com um colar preto, distingue-se de outras espécies pela parte superior do seu bico, que é vermelha, e pela cauda mais comprida, que se nota sobretudo nas penas centrais azuladas. Em voo, o periquito-de-colar destaca-se também pelas penas de voo, mais escuras do que o resto do corpo.

Estamos a falar de uma ave que veio de África e do sul da Ásia e que se adaptou bem ao clima e à vida em algumas cidades europeias. Em Portugal, no entanto, têm sido vistos também em zonas rurais. Têm sido avistados, principalmente, em diferentes pontos de Lisboa e regiões limítrofes (vale do Tejo e região saloia), nas Caldas da Rainha, em Coimbra, no Porto e nos Açores.

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