Sintra, nova estátua no Largo Virgílio Horta

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Constrangidos, mas obedientes, os agentes da Polícia Municipal de Sintra transmitiram a Manuel Ildefonso a mais recente “ordem”: não pode deixar no chão nenhum dos seus pertences, sob risco de serem considerados abandonados e serem levados.

É assim que Manuel Ildefonso se vê obrigado a ficar como a imagem documenta, com o saco onde guarda roupa e o saco-cama ao colo, mais o chapéu de sol e os baldes onde lava roupa.

Depois de lhe terem levado o carro onde dormia, um veículo que circulava e que nunca tinha tido uma multa de estacionamento e que, portanto, não estava estacionado sempre no mesmo local e muito menos abandonado, agora subiram mais um patamar na já requintada malvadez com que tratam este cidadão.

Estamos a assistir a métodos que roçam a tortura. Estão a transformar este homem numa estátua. Querem vergá-lo psicologicamente. Carregado daquela maneira, Manuel Ildefonso não pode ir a uma casa-de-banho ou ao restaurante onde compra diariamente um prato de sopa. E se for corre o risco de quando voltar não encontrar as suas coisas.

Ele já dorme na pedra dura (a Polícia Municipal levou-lhe o colchão de espuma…), mas ainda tem o saco-cama e uma manta. Mas, acima de tudo, tem uma vontade férrea e espírito de sacrifício. É um homem forte e está a dar uma lição a quem o oprime.

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