Basílio, o militante não filiado

Artigo de opinião.

0
1270

Basílio Horta diz que não é militante do PS, mas imita muito bem. Até foi ao congresso dos socialistas, em Portimão. Foi e discursou. Ora, se isto não é militância, como lhe chamar?

E o que disse ele no discurso? Disse mal dos outros partidos. Se lhe tivessem pedido, até teria falado mal do seu próprio partido, o CDS, que ele fundou com tanto desvelo nos idos de 74.

Perante os delegados socialistas presentes no Portimão Arena, o antigo ministro e fundador do CDS declarou-se honrado pelo convite para discursar neste congresso e recebeu aplausos quando declarou: “Não sou filiado no PS, mas há dez anos que milito neste partido como se o meu fosse”. Ora, então sempre é militante. Militante não filiado que é para poder ser “independente” sempre que lhe der jeito. Uma espécie de socialista às vezes. Poucas vezes, na verdade.

Basílio Horta, que desde 2013 preside à Câmara Municipal de Sintra, à qual se recandidata pela última vez (graças a Deus), manifestou-se convicto de que “o PS está a caminhar para uma vitória muito expressiva” nas eleições autárquicas de 26 de setembro, antevendo um resultado “igual ou mesmo melhor que o anterior”. Mas lá no íntimo deverá subsistir uma dúvida quanto a Sintra… será que alguém ainda acredita nele, depois de tantas promessas falhadas, adiadas, esquecidas, como é o caso, por exemplo, do novo hospital de Sintra?

Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal de Sintra evocou o antigo ministro e dirigente socialista Jorge Coelho, que morreu em 7 de abril deste ano, e referiu-se emocionado ao antigo Presidente Jorge Sampaio, que está internado no Hospital de Santa Cruz, em Lisboa. Toques de militância emocionada. De Sócrates, não falou. Deixou de ser conveniente, talvez.

imagem partilhada da net

Leave a reply

Please enter your comment!
Please enter your name here