Técnicas da segurança social julgadas, seis anos depois de retirarem crianças à mãe

O caso não está encerrado. Duas crianças foram retiradas à mãe por duas técnicas que só agora vão a julgamento. Seis anos depois. Alegadamente mentiram sobre os motivos da retirada de duas crianças. É o Caso Ana Vilma que, na altura, fez greve da fome frente à Assembleia da República.

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Ana Vilma Maximiano ficou sem duas crianças, no bairro da Outorela, quando ia buscar uma delas à escola. O Ministério Público não deu como provadas as acusações de abandono de menores em relação à mãe e afirmou que as técnicas mentiram.

A mãe tinha deixado uma filha à guarda de uma amiga, quando a pulseira electrónica a avisou da aproximação do ex-companheiro condenado por violência doméstica. O Tribunal da Relação de Lisboa considera que existe motivo para a não arquivação do caso e mandou seguir para julgamento.

 A data do julgamento está marcada para 28 de Outubro. E tem como advogado de acusação Vitor Gameiro Fernandes que se tem dedicado a defender mães e pais a quem são injustamente retirados os filhos. A maioria dos casos alegadamente acontece com pessoas de fracos recursos.

Recorde-se que existem em Portugal 7030 crianças internadas em instituições de acolhimento como resultado de sentenças judiciais. O Estado paga às instituições uma média superior a mil euros mensais.

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