Covid-19: subsídio de risco pago ao pessoal da Saúde

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Jerónimo de Sousa e António Costa concordam com a necessidade de haver mais vacinas e outras vacinas disponíveis na União Europeia no âmbito do combate à pandemia covid-19. Mas enquanto Jerónimo gostaria que o Governo português ultrapassasse as limitações impostas pelo acordo existente com a Comissão Europeia, o primeiro-ministro prefere que sejam os laboratórios chineses, indianos e russos a cumprir os requisitos para o licenciamento no mercado comunitário das vacinas que produzem.

“Não se compreendem a resistência, as manobras de diversão e as pressões políticas para limitar a compra de vacinas a determinadas empresas anglo-americanas”, afirmou Jerónimo de Sousa, no debate com o Governo sobre política geral, hoje na Assembleia da República.

António Costa retorquiu que Portugal só pode usar vacinas que sejam licenciadas e revelou que, depois dos atrasos verificados no fornecimento das doses de vacinas, tem “encorajado” empresas de outros países, como a Rússia e a Índia, a submeterem as suas à agência europeia.

António Costa disse ainda que, apesar de todos os obstáculos, espera ter 70% da população vacinada até final do Verão.

Subsídio de risco para pessoal da Saúde 

Na mesma altura, o primeiro-ministro anunciou que “já mandou processar o pagamento do subsídio de risco devido aos profissionais” de Saúde, depois da coordenadora do BE, Catarina Martins, ter considerado “chocante” a notícia de hoje do jornal Público de que os profissionais de saúde continuam sem receber subsídio de risco.

No boletim epidemiológico de hoje, vem especificado que Portugal tem 90,3 casos de infeção com SARS-CoV-2 por 100.000 habitantes e o índice de transmissibilidade (Rt) está nos 0,84.

Em 11 de março, na apresentação do plano de desconfinamento, o primeiro-ministro, António Costa, avisou que as medidas da reabertura serão revistas sempre que Portugal ultrapassar os “120 novos casos por dia por 100 mil habitantes a 14 dias” ou sempre que o Rt ultrapasse o 1. O Rt é o indicador da capacidade de contágio por pessoa infetada. Convém que se mantenha abaixo de 1.

O boletim diz ainda que hoje registaram-se 15 mortes relacionadas com a covid-19 e 673 novos casos de infeção, estão internados 856 doentes (menos 99 do que na terça-feira), e nos cuidados intensivos estão 205 doentes (menos oito em relação a terça-feira). Valores que mantêm a tendência de diminuição da força da pandemia.

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