Uma questão de rabos

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A minha amiga rica encontrou em Itália um bom lugar para fazer yoga, uma coisa muito na moda. No yoga ela pode apreciar os glúteos dos homens.

Há uns anos em Portugal, fazer yoga era coisa extravagante. Tal como era frequentar a discoteca B.Leza, onde se dançava boa música africana. Fela Kuti, em “Roforofo fight”, e Cesária Évora com “Sodade” E viam-se rabos perfeitos.

Feka Kuti, “Rofororo Fight”

O B.Leza mudou-se para a beira Tejo. E o yoga passou, ao mesmo tempo, a fazer parte da rotina dos ricos. Que também começaram a dar um saltinho ao B.Leza, depois do T-Clube do José Trigo abalar para o Algarve.

No yoga e no B.Leza os rabos foram sempre muitos importantes. Por exemplo, no yoga, ela prefere ficar atrás de um belo rabo de homem. O inspira-e-baixa e expira-e-sobe é mais fácil, confessou-me. Em Lisboa, vai ao Holmes Place por ter fama de ser chique e é.

Em Itália vai para Bellagio, situada no meio das duas pernas de um lago maravilhoso. Um pé está em Como, outro Lecco. E se ela apanhar um táxi-boat para Laglio, encontra George Cloney na sua Villa Oleandra. Será fácil, basta seguir o cheiro do Nescafé. Bellagio é a vila do lago preferida pela minha amiga rica, quando passa por Itália. Pernoita no Hotel La Pergola com vistas maravilhosas para um azul polvilhado de veleiros.

Mas a minha amiga rica sente-se bem em qualquer lado, desde que os rabos dos homens sejam perfeitos. Põe óculos escuros Maui Jim e zás!… é um grande e delicioso passatempo, confessa-me. Uns glúteos vigorosos revelam um homem atlético, bem cuidado e potente. O que lhe interessa são os glúteos bem desenhados. É também uma questão estética. Ela delicia-se com “O Pensador” de Rodin, que tal como Saramago era filho de um policia. E depois?

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