O melhor meio de transporte para a Grande Lisboa

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Todos os dias entram mais de 150 mil automóveis em Lisboa vindos das duas linhas, Cascais e Sintra. É um desgaste para os condutores e um gasto inútil de carburante. Os dados são da Câmara Municipal de Lisboa.

Os lisboetas de fora entram de popó na cidade porque não querem ser espremidos nos transportes públicos. Nos últimos 46 anos a oferta manteve-se quase inalterada, à excepção da Linha de Sintra que duplicou a via até à Amadora, para felicidade da presidente Carla Tavares.

Agora, Lisboa está a fazer uma barreira à entrada dos automóveis, como se não precisasse dos lisboetas dos arredores para continuar a ser capital. Falta pouco para Isaltino Morais transformar Oeiras numa moderna opção. Oeiras a capital de Portugal. Tinha graça.

Os transportes públicos em Lisboa também não evoluíram, à excepção das linhas de metropolitano, com estações de densidade quase nula para o investimento. De que serve uma estação de Metro no Rato, se os lisboetas moram em Porto Salvo, Rinchoa, Alcabideche, Casal de S. Brás e outras povoações que cresceram entre as duas linhas de Cascais e Sintra.

É necessário um quadriculado ferroviário de baixo custo, que ligue o que já urbanisticamente não pode ser mudado. E que a capital “desça à terra” e perceba que Lisboa é a grande área metropolitana. E não apenas as Avenidas Novas, Telheiras, a Alta de Lisboa, a Praça do Comércio e a Praça do Município.

A capital não pode sobreviver com apenas 508 mil dos 3 milhões de lisboetas dos 18 municípios da Área metropolitana. A boa notícia seria ferrovia ligeira com linhas eletrificadas (vulgo metro de superfície) por toda a Área Metropolitana de Lisboa.

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