Notas Soltas

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Um mês praticamente sem ver TV. Bem saudável, como todos sabemos. Sem preocupações de actualidade, a crónica de hoje é dedicada a temas mais ou menos recentes que não mereceram a atenção devida por falta de espaço ou de critério.

Comecemos pelo “Expresso da Meia Noite”. Recentemente, tivemos um programa dedicado à “nacionalização” da TAP e da Efacec. Título escarrapachado no écran, durante quase todo o programa: “O verão quente de 2020”. Verão quente? Aquela malta sabe o que pespega na pantalha? Talvez se quisessem referir a um “11 de Março de 2020”. Mais recentemente, tivemos um “Expresso” dedicado ao Covid, sendo que o que estava em causa era se os lares aguentam uma 2ª vaga. Pois passaram o programa todo com tricas. Ficámos sem saber o que devem os lares fazer para evitar a entrada do vírus. E mesmo quando o bastonário da Ordem dos Médicos afirmou que algumas coisas nos lares já haviam mudado não houve uma alma capaz de lhe perguntar que mudanças foram essas. Aquilo está a ficar algo agarotado.

E já que falamos em títulos, não há dia em que não surjam erros, muitos deles de português, nas frases que nos enfiam em casa. A maior parte das vezes não são erros dactilográficos, são erros de português. Em todos os canais. Não há, na régie, na redacção ou em casa, ninguém a ver os respectivos canais? Uma falta de consideração monumental pelos espectadores, é o que é!

Cansativos, muito cansativos, aqueles blocos de imagens, com 10/15 segundos, que colocam a dividir o écran com os entrevistados. É uma cópia do que vêm fazer nas TV’s estrangeiras. Alguém lhes disse que assim é que é e eles vão atrás da patetada. Chegam a repetir o mesmo bloco de imagens 10 vezes…

Também lhes ficava bem refrescar os blocos de imagens temáticos. No caso da TAP, então, as imagens são as mesmas há anos. E, já gora, evitem repetir imagens em peças diferentes. Mas também já vimos imagens repetidas numa mesma peça.

A TVI repete o “Jornal Nacional”  5 horas depois. Alguém acredita? Sinal maior de pinderiquice não é possível.

(o autor publica a mesma crónica no Jornal de Barcelos)

1 comment

  1. É uma cópia do que vêm fazer nas TV’s estrangeiras.

    Já agora o que seria correcto era:

    É uma cópia do que vêem fazer nas TV’s estrangeiras.

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