Covid-19: números sobem e greve nas escolas

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Os números da pandemia covid-19 em Portugal continuam a aumentar. Hoje o relatório diário da Direção Geral de Saúde dá conta de mais três mortos e 687 novos casos de infeção com o novo coronavírus.

O número de novos casos em 24 horas contabilizado hoje é o mais alto desde 16 de abril, quando foram registados 750 novos casos de infeção.

Duas mortes foram registadas na região de Lisboa e Vale do Tejo e outra teve lugar na região do Algarve.

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 1.855 mortes e 62.813 casos de infeção.

Vida escolar complicada

Com o ano letivo marcado para começar entre 14 e 17 de setembro, o sindicato STOP – Sindicato de Todos os Professores, tem uma greve marcada para esses dias, precisamente. Trata-se de um protesto contra a falta de condições de segurança em algumas escolas. 

O coordenador nacional do sindicato disse que os pré-avisos de greve para os dias 14 a 17 de setembro, eram uma forma de “pressionar o Ministério a tomar medidas”.

Segundo o STOP, uma sondagem feita entre os docentes indicia que 70% dos inquiridos concordam com a ação de protesto.

O ano letivo arranca entre os dias 14 e 17 de setembro, num contexto de pandemia da covid-19 que obrigou as escolas a implementar um conjunto de regras de segurança, definidas pelo Ministério da Educação e pela Direção-Geral da Saúde.

No entanto, o STOP considera que nem todos os estabelecimentos de ensino estão a conseguir assegurar as condições necessárias. Os principais problemas são o número de alunos por turma, a falta de assistentes operacionais e a situação dos profissionais integrados em grupos de risco.

Segundo o sindicato, as turmas mantêm a mesma dimensão e, por isso, não vai ser sequer possível assegurar o distanciamento físico de pelo menos um metro.  Por outro lado, a falta de operacionais continua a verificar-se num ano em que o papel destes profissionais é ainda maior, e alguns estabelecimentos não viram as suas equipas reforçadas.

O sindicato diz ainda que há o problema de professores integrados em grupos de risco para a covid-19, que não vão poder optar pelo teletrabalho e terão, em vez disso, de recorrer à baixa médica.

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