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O PODER DA LEALDADE

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Começo por fazer três declarações: apenas falei com Seguro uma única vez, há cerca de vinte anos, mais precisamente no dia 9 de Agosto de 2006, nos corredores de uma maternidade de Lisboa, enquanto aguardávamos o nascimento, eu da minha neta e ele de uma sobrinha (uma conversa de circunstância). Sei que ele nasceu no dia 11 de março, dia de aniversário de meu Pai e, por último, quando lançou a sua candidatura nunca pensei que a mesma fosse vencedora, tendo alterado a minha opinião com a campanha eleitoral, em que ele mostrou que estava ali para ganhar.

Do leque dos potenciais vencedores anunciados, Gouveia e Melo e Marques Mendes, António José Seguro era o que tinha menos possibilidades de chegar ao Palácio de Belém.

A pouco e pouco, foi-se afirmando e não embarcou no jogo sujo que Ventura e Gouveia e Melo trouxeram para a campanha, nem na “pós-modernidade, pseudo-liberal” de Cotrim de Figueiredo, mantendo uma pose de Estado.

André Ventura iniciou o seu ataque a António José Seguro, invocando a luta contra o socialismo, o que era ridículo e, perante os apoios dos mais diversos sectores da direita portuguesa, passou à tese “dele contra o Mundo”, tendo voltado à ideia da vitória do socialismo, no discurso de derrotado, em que se posicionou para salvar os portugueses dessa doença terrível, desrespeitando o voto de três milhões e quinhentos mil portugueses.

No dia em que a extrema-direita deixar de usar o mantra do socialismo, sem perceber que o socialismo acabou há muito, fechado numa gaveta, por todo o lado do Mundo e que, mesmo as exceções, não passam de estados autocráticos, supressores dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, (aqueles com quem essa extrema-direita se identifica), quando deixar de sonhar com conspirações maçónicas,  tendo no grupo de apoiantes do Chega a Opus Dei, ao lado dos evangélicos, a mentira ainda se torna mais evidente. O silêncio amedrontado de muitos em clarificar estas coisas, alimenta a “besta”. Talvez seja tempo de parar de a alimentar.

Quanto a Montenegro, violou, logo, ao começo da noite, um dos princípios básicos da relação institucional, a lealdade. A situação em se colocou, a incompetência generalizada deste governo, com a  excepção da Ministra do Ambiente, o receio de ser apeado, internamente, obrigou-o a uma jogada arriscada. Fez uma comunicação ao País (ridícula), mas com o objectivo de condicionar o novo Presidente da República. A coisa saiu-lhe mal, demonstrou fragilidade e atingiu o grau zero da política.

Antes das eleições presidenciais escrevi que Luís Montenegro estava metido ‘numa camisa de onze varas’, porque o seu candidato iria perder. Acabou por ter mesmo um péssimo resultado, por culpa exclusiva do governo liderado por Montenegro.

Luís Montenegro é o exemplo claro do ‘Princípio de Peter’: um fraco líder parlamentar, que  deu um mau primeiro-ministro, o que o obriga a recorrer à arrogância bacoca, para disfarçar a sua inaptidão para o cargo.

A vitória de António José Seguro irá impedir a disrupção do sistema político e a queda do PSD nas mãos do Chega (mesmo com a radicalização de André Ventura), mas não impedirá a queda de Luís Montenegro, o único responsável pela degradação do governo, por ‘normalizar’ o Chega e permitir que algumas almas caridosas considerem que este partido se insere no quadro da democracia.

O resultado das eleições presidenciais foi claro, ganhou a decência contra a mentira. Como escreveu Luís Sousa, um dos homens da campanha de António José Seguro: ganhou “uma visão progressista, humanista e democrata para Portugal”. O candidato que sai derrotado destas eleições, pode agarrar-se às interpretações alternativas, pode colocar a bandeira nacional que muitos juraram e muitos por ela morreram à volta do pescoço como se tratasse de um cachecol do seu clube de futebol, pode pôr a mãozinha no coração ao cantar o hino, mas um perdedor é sempre um perdedor quando não percebe, ou não quer perceber, porque perdeu. Perdeu porque o POVO escolheu a democracia, porque o POVO escolheu a decência. Nem há espaço nem tempo para rancor; há, isso sim, uma janela de oportunidade para que os partidos democratas façam o seu trabalho e recuperem a confiança deste eleitorado que moureja indignado”

Esta é a questão-chave de tudo, como venho escrevendo há anos, a resposta aos problemas dos cidadãos, da classe média, do jovens, dos idosos, a necessidade de um País verdadeiramente solidário. E é aqui que o Presidente António José Seguro tem de ser implacável com o governo, obrigá-lo a governar bem, a fazer opções e a pensar no interesse dos cidadãos. E é aqui que este governo irá falhar.

Proteger-se da subida da Euribor com a consolidação de créditos

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imagem gerada por IA

Com a constante subida da Euribor a impactar os encargos mensais de muitos portugueses, é natural que cada vez mais famílias procurem soluções que aliviem o peso do orçamento. De entre as estratégias mais eficazes, consolidar créditos destaca-se como uma opção vantajosa para quem possui vários empréstimos e sente dificuldades em geri-los. Além de simplificar a vida financeira, esta solução pode ser uma forma inteligente de proteção contra a volatilidade das taxas de juro.

Neste artigo, exploramos como funciona a consolidação de créditos, quando pode ser vantajosa, de que forma a Euribor influencia essa decisão e que outras alternativas existem.

O que é a consolidação de créditos e como é que funciona?

A consolidação de créditos é um processo que permite agregar vários empréstimos num único contrato. Em vez de gerir diferentes prazos, juros e entidades financeiras, o cliente passa a ter apenas uma única prestação mensal, muitas vezes com um valor inferior ao total das anteriores.

Este novo crédito consolidado cobre os montantes ainda em dívida dos créditos pessoais, cartões de crédito, linhas de financiamento, entre outros. Com esta unificação, o prazo de pagamento pode ser alargado, permitindo uma redução da mensalidade. Apesar de poder resultar num custo total mais elevado a longo prazo, representa um alívio imediato para quem procura equilíbrio financeiro no presente.

Adicionalmente, muitos contratos de consolidação oferecem taxas mais competitivas e condições ajustadas ao perfil do cliente, o que pode traduzir-se numa solução sustentável a médio e longo prazo.

Sinais de que consolidar pode ser vantajoso

Nem todas as pessoas com créditos em curso precisam de consolidar; aliás, tal só é possível quando o mesmo contribuinte contrai um mínimo de dois créditos ao consumo e cai em situação de incumprimento. No entanto, há sinais claros de que esta solução pode ser a mais indicada, tais como:

  • Dificuldade em cumprir prazos: se os pagamentos em atraso forem recorrentes, a consolidação pode evitar penalizações e ajudar a reequilibrar o orçamento;
  • Vários créditos em simultâneo: ter mais de três créditos ativos com diferentes datas e juros pode ser confuso e penalizador a nível financeiro;
  • Taxas de juro elevadas: se algum dos seus créditos tiver uma Taxa Anual de Encargos Efetiva Global (TAEG) significativamente elevada, substituí-lo por uma taxa mais baixa num crédito consolidado pode gerar poupança;
  • Procura de estabilidade: para quem pretende uma prestação fixa e previsível, consolidar créditos pode ser a resposta certa, sobretudo se o contrato for a taxa fixa.

Antes de avançar, é importantíssimo analisar o custo total do novo crédito, incluindo comissões, seguros e encargos associados. Só assim é possível perceber se a consolidação representa, de facto, uma vantagem real.

O impacto da Euribor na sua decisão

Nos últimos anos, a Euribor, a taxa de referência (ou indexante) utilizada no cálculo da maioria dos créditos em Portugal, tem registado oscilações significativas. A instabilidade recente confirma esta tendência: segundo um artigo do jornal ECO, as taxas Euribor a três e a seis meses voltaram a subir, enquanto a taxa a 12 meses registou uma ligeira descida, o que demonstra que o mercado continua volátil e imprevisível.

Para quem possui créditos com taxas variáveis, este cenário representa um risco acrescido, uma vez que qualquer subida da Euribor se reflete diretamente na mensalidade a pagar.

Neste contexto, consolidar créditos com taxa fixa pode ser uma forma eficaz de se proteger. Ao trocar vários empréstimos com taxas variáveis por um único com taxa fixa, o cliente ganha previsibilidade e evita surpresas desagradáveis com futuras subidas da Euribor.

É verdade que os créditos com taxa fixa podem, à partida, ter uma TAEG ligeiramente superior. No entanto, em cenários de instabilidade económica e subida das taxas de juro, essa diferença pode justificar-se rapidamente pela segurança que proporciona.

Alternativas à consolidação que também funcionam

Em muitos casos, a consolidação revela-se uma excelente solução, mas não é a única via.

Dependendo da situação financeira de cada pessoa, há alternativas que também merecem ser consideradas, nomeadamente:

1. Negociar com os credores

Antes de avançar para a consolidação, pode ser útil contactar diretamente as entidades com as quais tem créditos ativos.

Algumas instituições estão disponíveis para renegociar prazos ou taxas, sobretudo se o cliente apresentar dificuldades temporárias de pagamento.

2. Transferência de crédito

Outra opção é transferir um ou mais créditos para outra instituição que ofereça melhores condições.

Esta operação, semelhante à portabilidade, pode permitir poupanças significativas ao longo do tempo.

3. Rever despesas fixas e orçamento

Por vezes, a dificuldade em cumprir com as prestações não está apenas relacionada com os créditos, mas também com a gestão global do orçamento.

Reduzir gastos não essenciais, renegociar contratos de serviços (telecomunicações, seguros, etc.) e elaborar um plano financeiro são alternativas que podem ter um impacto significativo.

4. Fundo de emergência

Criar uma reserva financeira mensal, mesmo que modesta, pode ser decisivo para lidar com imprevistos.

Este fundo oferece uma margem de segurança e reduz a necessidade de recorrer a novos créditos para cobrir despesas inesperadas.

Consolidar ou não? A decisão certa para si

Consolidar créditos pode ser uma decisão transformadora, desde que tomada com ponderação.

É fundamental comparar propostas, simular o novo crédito com detalhe e, idealmente, consultar um especialista em finanças pessoais. Lembre-se de que o objetivo não é apenas reduzir a prestação mensal, mas também garantir estabilidade a longo prazo.

Se a Euribor continuar a subir, como muitos analistas preveem, a consolidação pode ser uma estratégia valiosa para mitigar o impacto direto no seu orçamento familiar. Avalie as suas opções com cuidado e escolha a que melhor se adequa ao seu perfil financeiro.

20 DIAS EM GREVE DE FOME

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Há um recluso em greve de fome no Estabelecimento Prisional de Vale do Sousa. Um comunicado da Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR) denuncia a situação de Luís Soares, recluso Nº. 209 do Estabelecimento Prisional de Vale do Sousa, que estará há mais de 20 dias em greve de fome.

O protesto prende-se com alegada falta de assistência médica. O recluso diz ter forte dor de dentes e que nem o diretor do EP nem a técnica dos Serviços de Educação o encaminham para um médico especialista.

Todos sabemos que dor de dentes, forte e persistente, torna os dias da pessoa numa interminável sessão de tortura e isso, talvez, seja a justificação para o recluso ter decidido dar início a uma greve de fome.

Segundo o comunicado da APAR, o recluso diz estar fechado 24 horas por dia na sua cela, e que informou não ir suspender a greve de fome sem que as suas queixas sejam ouvidas.

No comunicado, a APAR afirma que “é absolutamente contrária a este tipo de luta, que obviamente só prejudica ainda mais o recluso, mas lamenta profundamente a situação (a ser como relatada pelo recluso)”.

O CASTELO DE PENEDONO, UMA CAIXA DE PANDORA

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Rente à entrada do castelo de Penedono, extremas da Beira descendo quase para o Douro, na soalheira face voltada a sudoeste, duas misteriosas pedras brancas, não longe uma da outra, estabeleceram-se, há mil anos, como verdadeiras guardiãs dos segredos do castelo, dos tesouros que jazem nos subterrâneos profundos cujas portas se cerraram, de dragões adormecidos cuja raiva uma luz nova pode agora despertar.

Integradas na solidez da arquitectura que suporta o muralhado, ali as deixou mourinha que não quis ficar cativa, bênção e maldição em simultâneo, que a chave do segredo ela não deixou e ninguém soube se morreu ou se encantada ficou ao longo do caminho.

Mil anos que passaram e ninguém se atreveu a retirar por sua mão qualquer das pedras brancas que só o vento vai gastando devagar. Ninguém sabe qual das pedras é a chave do tesouro. Ninguém sabe qual das pedras levará ao labirinto onde se reserva o fogo dos dragões, o fumo venenoso do enxofre que invadirá o céu, as águas que em tumulto descerão pela montanha num dilúvio que trará o fim do mundo.

Eu não sei se alguma vez alguém, cobiçoso, se atreveu a tocar em simultâneo nas duas pedras brancas do castelo. Nenhum velho tem memória de que isso tivesse acontecido. Mas eu acho que sim.

Foi então que o castelo estremeceu, foi quando desabou o telhado para o chão, quando as traves de castanho se dobraram e partiram, quando o fogo alastrou e tudo consumiu subindo no ar como vulcão deixando seca para sempre a água da cisterna.

Quem tal fez, de aterrado que ficou, julgo que fugiu sem nunca mais olhar para trás. E nem deu conta que a outra pedra que buliu, aquela que era a chave do tesouro, mostrou a pedraria de oiro da face do castelo onde o sol do meio-dia bate até se pôr.

Ninguém, jamais, em tentativa igual se aventurou.

Talvez, um dia, ali possa voltar a mourinha que fugiu. Chamará o povo, que virá junto ao pelourinho. Nomearão alcaide. E ela confiar-lhe-á a chave de oiro, aquela que haverá de abrir, de vez, a arca do tesouro.

E voltarão a ver-se arcas de castanho com alqueires de pão, rasas de castanhas enchendo as tulhas, vinho fervendo em adegas, nos tonéis. E acender-se-ão fogueiras com cheiros de alfazema e rosmaninho. Num verão qualquer, pelo solstício. Num verão qualquer –em que a mourinha há-de chegar.

A MELHOR CABIDELA DE GALO DO “PLANETA”

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Ouvi, no meu “transistor” um cidadão a falar de gastronomia e, particularmente, duma cabidela que tinha comido em Castelo Branco… E que assim, e que assado… Pensei e lembrei…

A verdade é que nem todos gostam. Nem todos a sabem fazer e, ainda, nem todos conseguem finalizar, na panela, uma iguaria como esta. Uma das verdades é que nem todos se dão ao trabalho de se deslocarem ao tal “sítio”, para a apreciar.

Bom, não se consegue, muitas vezes, excelente companhia para celebrar um acto gastronómico. Por razões várias. Sendo assim, compartilhámos a iguaria com quem a fez. E muito bem. Na simplicidade da confecção, digo eu, um hino ao paladar foi entoado.  Repare-se na cor do dito manjar… Uns é mais para a cor do sangue. O paladar, na prova, vai-nos sempre dizendo como está o “negócio”.

No caso da fotografia, claro, é visível uma cabidela. É, sim, senhor! De galo. Foi assim, num certo dia, em Santana da Serra, Ourique, mais exactamente em Rio Torto, Monte da Ribeira. Aconteceu no restaurante do senhor João. Homem já “ido”, possuidor de um espírito jovem invulgar.

A mesa da esplanada…

Tudo correu de acordo com as previsões do mestre cozinheiro, de seu nome Joaquim. Cidadão sempre convidado para confeccionar “pratos especiais”, nos mais variados locais. Porquê? Bom, quem comeu as iguarias confeccionadas por ele é que sabe… E lembra. E, então, já não o largava mais. Aí está ele, ao centro, na foto a seguir:

as risadas prejudicaram a qualidade da fotografia…

O bom humor do Senhor Joaquim sempre a funcionar. Basta verificar o riso aberto do casal que o ladeia. A Amélia e o João. O fotógrafo não é grande coisa, mas ilustra a cena a contento…

Mais foram os convivas…

Esta confecção tem que ser lembrada. Não porque se lhes prometeu; simplesmente, para lembrar que existem pratos cujas confecções nunca vão ser esquecidas…

No final, com todos a sorrirem do manjar, o abençoado melão apareceu, com origem, ali bem perto, de Ourique…

Valeu por tudo. As pessoas deste país sabem que, dentro deste rectângulo, existem “coisas” que nenhum outro país tem que se nos iguale. Pois a nossa viagem ao Monte da Ribeira foi do melhor que a gastronomia nos reserva. Não conheço o meu país como devia. Só quando o conhecer, é que sairei com interesse em conhecer outros lugares – sem guias, sem horas marcadas, sem hotéis marcados. Faço sempre o mesmo por cá. Simplesmente vou, apareço e desfruto de inéditos, quer na arquitectura, na cultura social, na gastronomia… Estudo e visito tudo o que os lugares têm para oferecer. Ah, gosto mesmo do meu país.

Entretanto, o “transistor” vai-nos lembrando que existem coisas boas por cá.

ANTÓNIO JOSÉ SEGURO OU ANDRÉ VENTURA

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O mau tempo está a provocar prejuízos elevados, sobretudo no Centro e no Norte do país. Hoje é dia de votar na segunda volta das eleições presidenciais. Perante este cenário, um dos candidatos defendeu o adiamento da votação, argumentando que as populações das regiões mais afetadas não estarão em condições de se preocupar com eleições, face aos transtornos causados pelas intempéries.

A questão é que a lei não prevê o adiamento de atos eleitorais, salvo em circunstâncias absolutamente excecionais. O que está legalmente previsto é a possibilidade de adiamento localizado, concelho a concelho, sempre que as autoridades determinem que não existem condições mínimas para a abertura das mesas de voto: escolas inundadas, acessos cortados, riscos para a segurança das pessoas, entre outras razões objetivas. Não existe, portanto, base legal para um adiamento a nível nacional, apesar de algumas opiniões apressadas que têm circulado principalmente nas redes sociais.

Politicamente, a questão tem sido interpretada de formas distintas. Uma delas aponta para uma estratégia do candidato André Ventura, figura central da extrema-direita populista e de retórica agressiva, que procuraria ganhar tempo, prolongar a presença mediática e reforçar novas encenações de proximidade com “o povo”, explorando o sofrimento das populações afetadas. Outra leitura, quase inversa, sublinha o ressurgimento de sentimentos de solidariedade e entreajuda nas regiões atingidas, uma resposta coletiva que, paradoxalmente, fragiliza o discurso populista, assente na divisão, no ressentimento e na exploração do medo.

Quanto ao desfecho eleitoral, apesar das sondagens apontarem para a vitória do outro candidato, António José Seguro, convém não perder de vista o velho ditado: prognósticos só no final do jogo. Em política, sobretudo em contextos de forte polarização, nada deve ser dado como adquirido. Resta votar, a quem puder fazê-lo, e ver como a história se escreve no final deste dia.

VIOLÊNCIA POLICIAL NO AEROPORTO DE LISBOA

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Samuel Edi quis vir a Lisboa para consultas médicas. A consulta foi marcada, pediu um visto de curta duração no Consulado de Portugal em São Tomé, comprou um bilhete de avião de ida e volta, embarcou.

Quando chegou a Lisboa a PSP não o deixou passar. Primeiro, quis comprovativo da marcação da consulta, depois quis mais documentos. Os familiares de Samuel, que estavam no aeroporto para o receber, providenciaram respostas para as exigências policiais.

Mas a PSP estava com pressa em deportar Samuel. Quando o levavam de volta para o avião, dizem que ele resistiu ao embarque. Foi agredido, gaseado, ficou inanimado. Foi levado de urgência para o Hospital de São José. Depois de reanimado e estabilizado, os médicos terão informado os agentes da PSP que o paciente necessitava de exames clínicos complementares. Mas não havia tempo, eles queriam mesmo embarcar o homem no primeiro voo possível, o que acabou por acontecer dias depois.

Entretanto, já havia um advogado envolvido, que nunca chegou à fala com Samuel. A deportação efectuou-se. Agora, há uma queixa contra a PSP por agressão. Em mensagens e fotografias que conseguiu enviar para os seus familiares, Samuel revela a agressão física e o medo de morrer às mãos daqueles agressores.

PSP diz estar a realizar as diligências necessárias para apurar todos os factos. Não deverá ser difícil, uma vez que “todas as áreas onde ocorreram os factos se encontram cobertas por sistema de videovigilância permanente”. Diz a PSP que da informação já recolhida, “não dispõe, nesta fase, de elementos que corroborem a versão de agressões gratuitas ou de alegados maus-tratos”. É o discurso habitual quando existem agressões policiais. A culpa é sempre da vítima.

A PSP garante que essas imagens estão “preservadas e em análise” e que já elaborou um auto de notícia, que enviou para a autoridade judicial competente, e foi aberto um processo interno.

O marketing da PSP gosta de “puxar pelos galões” exibindo números de recusas de entrada de estrangeiros nos aeroportos nacionais, mas não especifica os métodos aplicados.

fotograma de um vídeo da PSP no Facebook
fotograma de um vídeo da PSP no Facebook

Seja qual for o resultado do inquérito interno da PSP ou da queixa apresentada pela violência policial, o mal está feito e difícilmente poderá ser reparado, ainda que se faça justiça. O cidadão sãotomense não teve a consulta médica de que precisava, pagou por uma viagem inútil, o trauma pela violência de que foi vítima vai ficar para sempre. A imagem de Portugal ficou danificada.

A organização SOS Racismo critica a atuação das forças de segurança, referindo que “Samuel foi recebido ao pontapé e ainda está vivo, ao contrário de outras pessoas que perderam a vida à guarda do Estado”.

“Temos bem presente a morte de Ilhor Homeniuk, cidadão ucraniano, assassinado no mesmo local onde Samuel foi espancado, e recusamos sentenças de morte impostas pelas autoridades portuguesas”, afirma a associação em comunicado.

ADEUS À VIDA ATRAVÉS DE SUICÍDIOS

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O Grito, pintura de Edvard Munch, 1893

Os recentes dados sobre suicídio na Alemanha e em Portugal não são apenas indicadores de saúde pública; são um espelho inquietante de mal-estares sociais profundos, um testemunho de dor coletiva que exige mais do que uma leitura passiva.

Na Alemanha, o ano de 2025 registrou 10.304 suicídios até setembro, um número que se mantém persistente e elevado, espelhando os 10.372 do ano anterior. Porém, a estabilidade do total esconde mudanças perturbadoras na sua composição: observa-se um aumento significativo entre as mulheres e entre pessoas com mais de 65 anos. Paralelamente, os números do suicídio assistido institucionalmente revelam outra faceta desta realidade complexa: em 2025, 1.287 pessoas recorreram a essa via. Os motivos declarados pintam um quadro de desespero multifacetado: 32% alegavam sofrer de múltiplas doenças simultaneamente, 25% citavam uma “falta de vontade de viver”, seguindo-se doenças oncológicas (15,6%) e neurológicas (13,5%). Notavelmente, a percentagem de mulheres foi superior em todas as faixas etárias nesta modalidade também, sugerindo um padrão de sofrimento que merece análise específica.

Ao cruzar os dados alemães com a realidade portuguesa, encontramos preocupações comuns travestidas de contextos nacionais. Em Portugal, média de três suicídios por dia mantém-se como uma ferida social constante. Mais alarmante ainda é a posição do país entre os que registram das maiores taxas de mortalidade por suicídio em jovens da União Europeia nos últimos 20 anos. Esta é uma geração que, apesar de hiperconectada, parece enfrentar uma epidemia de solidão, pressão e fragilidade psicológica sem precedentes.

Estes números, no seu conjunto, funcionam como um atestado de pobreza em misericórdia e em laços sociais. Refletem uma sociedade que, apesar de todo o desenvolvimento tecnológico e material, está a falhar em cuidar da saúde mental e emocional dos seus cidadãos. Há uma cruel ironia quando, em muitos orçamentos nacionais, o empenhamento militar e a segurança física superam, em larga escala, os investimentos em saúde mental, apoio social e redes comunitárias de sustentação. A vida, na sua vulnerabilidade, parece ser menos prioritária.

Além disso, a normalização e institucionalização da morte assistida, embora responda a um debate ético legítimo sobre autonomia e sofrimento terminal, não pode ser dissociada deste contexto mais amplo. Corremos o risco de ver a morte transformar-se, para alguns, num “modelo de negócio” ou numa solução logística, em vez de um último recurso absolutamente excecional num continuum de cuidados paliativos físicos, psicológicos e espirituais de excelência. O perigo é que a “saída” seja mais facilmente disponibilizada e financiada do que a “esperança”, esta última exigindo políticas públicas mais responsáveis, desestigmatização da velhice e uma rede de apoio verdadeiramente presente.

O que estes dados gritam, em silêncio, é a urgência de uma mudança de vida e de paradigma!

Antes de tudo seria necessário questionar a toda a sociedade sobre o sentido da vida individual, social e pública que a política e as diversas instituições transmitem. Depois seria de implementar planos nacionais de prevenção do suicídio com metas claras, recursos humanos e financeiros adequados, e campanhas de sensibilização que cheguem a todos, especialmente a idosos e jovens.
Urge também falar abertamente sobre sofrimento psicológico, depressão e ideação suicida, sem tabus, é o primeiro passo para que as pessoas peçam ajuda.
Depois, fortalecer os serviços de saúde mental no Serviço Nacional de Saúde, os apoios sociais municipais e as organizações não-governamentais que atuam na primeira linha.
O aumento entre os mais velhos aponta para a solidão, doenças incapacitantes e um sentimento de ser um fardo. Programas de acompanhamento, visitas e integração social são vitais.
Os jovens são aquela parte dos cidadãos que parece ausente de uma política que mereça o nome de humana. Os jovens precisam de mais espaço na sociedade além de ser necessário criar espaços de escuta não julgadora nas escolas, universidades e comunidades, e garantir acesso rápido a psicólogos. Criar perspectivas profissionais torna-se prioritário.

Respeitar a vida vai além da consideração teórica, de discursos ocasionais ou aplicação de instrumentos sem vida. Exige ação concreta, compaixão institucionalizada e uma coragem social para colocar o bem-estar emocional dos cidadãos no centro das prioridades. Cada número nestas estatísticas era uma pessoa que, em seu desespero, viu a escuridão superar a luz. Cabe a nós, como sociedade, acender mais faróis, construir mais pontes e garantir que ninguém tenha de enfrentar essa escuridão sozinho. O adeus à vida pode e deve ser prevenido com um olhar mais atento, uma mão estendida a tempo e um compromisso coletivo inabalável com a dignidade de cada existência.

CRISE NA GUINÉ-BISSAU, MERCENÁRIOS DIGITAIS, DEGRADAÇÃO DO DEBATE DEMOCRÁTICO

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Numa democracia autêntica, a pluralidade de opiniões e de posicionamentos políticos não é apenas tolerada: é condição essencial da liberdade. Todavia, essa pluralidade só subsiste quando assente no respeito mútuo, na dignidade da pessoa humana e na aceitação do contraditório. Fora desses limites, a liberdade de expressão degenera em insulto, intimidação e violência simbólica.

Infelizmente, a vida política guineense conheceu, nos últimos anos, uma degradação profunda do debate público. Essa degradação não surgiu de forma espontânea nem acidental. Ela acompanha a ascensão de uma lógica política marcada pelo personalismo extremo, pela intolerância interna e pelo uso sistemático da agressão verbal como método de ação política.

Com a centralidade assumida por Domingos Simões Pereira na arena política nacional, instaurou-se uma cultura de confronto permanente que banalizou o insulto, legitimou a provocação e normalizou campanhas de ódio, sobretudo através das redes sociais. A política deixou de ser espaço de ideias para se transformar, demasiadas vezes, em arena de linchamento moral.

Desse ambiente emergiram os chamados mercenários digitais: grupos organizados, disciplinados e frequentemente telecomandados, cuja missão não é debater propostas ou projetos para o país, mas vigiar, intimidar, insultar e silenciar cidadãos guineenses que ousam pensar diferente. O que começou como agressividade verbal evoluiu para práticas ainda mais graves: perseguições pessoais, tentativas de agressão física e a construção de uma perigosa lógica de classificação dos cidadãos segundo a sua fidelidade política.

Muitos desses agentes operam a partir de capitais europeias, vivendo uma relação ambígua com a Guiné-Bissau: afastados fisicamente do país, mas profundamente envolvidos numa militância tóxica. Incapazes — ou indispostos — a regressar, optam por transformar a frustração pessoal em hostilidade política, colocando-se ao serviço de campanhas de intimidação contra compatriotas que, por razões profissionais, institucionais ou pessoais, circulam entre a Guiné-Bissau e a Europa.

Os factos são públicos e preocupantes. Personalidades guineenses com percurso conhecido e contributo efetivo para o país tornaram-se alvos de insultos, ameaças e tentativas de agressão. O seu único “pecado” foi nunca terem abdicado de pensar com autonomia nem de servir a pátria fora das lógicas de submissão política.

Este comportamento não é um fenómeno isolado. Ele reflete uma cultura política mais profunda, cuja origem está na crise interna do PAIGC e na forma como este foi progressivamente capturado por uma liderança que passou a confundir partido histórico com projeto pessoal.

Pela lógica estratégica adotada pelos correligionários de Domingos Simões Pereira, a Guiné-Bissau deveria aceitar a existência de cidadãos de primeira, de segunda e até de terceira categoria. Na sua ótica, tudo começa e termina nele: depois dele, é o dilúvio. Esta visão excludente traduziu-se na apropriação do PAIGC, na expulsão sistemática de opositores internos e na eliminação de qualquer espaço real de debate democrático dentro do partido.

Mais grave ainda, Domingos Simões Pereira nunca prestou contas de forma clara, regular e transparente aos órgãos estatutários do partido. A ausência de prestação de contas — princípio elementar de qualquer organização política séria — tornou-se regra. A isso somam-se denúncias recorrentes, nunca devidamente esclarecidas, sobre a alienação de bens do partido, incluindo viaturas alegadamente vendidas por familiares próximos. Independentemente da conclusão factual, o silêncio e a opacidade constituem, por si só, uma falha ética e política grave.

É essa mesma lógica — autoritária no interior do partido e agressiva no espaço público — que explica a intolerância face a qualquer iniciativa cívica que escape ao controlo do seu círculo político. Recentemente, um grupo de cidadãos guineenses solicitou audiência ao Presidente da República de Transição com o objetivo de discutir um plano que viabilize o regresso ao país do ex-Presidente Umaro Sissoco Embaló. O simples exercício desse direito constitucional desencadeou uma avalanche de insultos e ataques pessoais promovidos pelos mesmos circuitos digitais organizados.

Colocam-se, por isso, questões fundamentais para qualquer Estado de Direito: é ilegítimo que cidadãos defendam publicamente a libertação de Domingos Simões Pereira? Pode um ex-Presidente da República ser privado do direito elementar de regressar à sua pátria? É crime lutar politicamente pelo regresso ao país de um cidadão que exerceu legitimamente o cargo de Presidente da República?

Numa democracia, a resposta só pode ser negativa. O que é ilegítimo não é defender posições políticas, mesmo divergentes ou controversas, mas sim recorrer ao insulto, à intimidação e à perseguição como método de ação política.

A Guiné-Bissau enfrenta hoje um desafio central: restaurar a ética do debate público. Sem respeito pelo pluralismo, sem aceitação do contraditório e sem rejeição clara da violência verbal e simbólica, não haverá reconciliação nacional nem futuro institucional estável. Partidos históricos não podem ser transformados em propriedades privadas, e a política não pode continuar refém de projetos pessoais travestidos de causas nacionais.

Sem ruptura com estas práticas, não haverá democracia plena, apenas conflito permanente e degradação institucional.

O MISTÉRIO NUM ROCHEDO

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A Fraga do Diabo

Uma pessoa fica com curiosidade: «da Pesqueira», porquê? E nesse município – limitado a norte pelo município de Alijó, a nordeste por Carrazeda de Ansiães, a leste por Vila Nova de Foz Côa, a sueste por Penedono, a sul por Sernancelhe, a oeste por Tabuaço e a noroeste por Sabrosa, ou seja, bem rodeado – era a pesca de rio a principal ocupação? Ou será que, um dia, o morador devoto fez promessa ao santinho, foi à pesca e veio de lá com o balde cheio, fora boa a pescaria e agradeceu! Aliás, pesqueira quer dizer isso mesmo: lugar propício a pescar.

Uma consulta na internet assinala, porém, três outros aspectos de que a população se orgulha: ser considerada o Coração do Douro Vinhateiro, inclusive porque, segundo vetusta tradição, aí terá vivido o Marquês de Pombal, que foi quem, no século XVIII, criou a Região Demarcada do Douro, um orgulho!

Orgulho há também em ser o mais antigo concelho do país, uma vez que a sua criação data de 1055.

Aponta-se, em terceiro lugar, como aspecto importante da sua história o facto de, segundo a tradição, «dentro de uma pequena gruta viveu e morreu frei Gaspar (1594-1615)». A história deste frade há, pois, que a descobrir, oculta na noite dos tempos!…

Uma inscrição romana

Sobejamente conhecido, ao invés, é o miradouro São Salvador do Mundo, acima da barragem da Valeira, por ter templo e capelas de grande devoção popular – quem há aí que não queira solicitar as graças do Salvador do Mundo? Mormente se esse Salvador for considerado santo. Estamos a falar de Cristo Salvador ou de um S. Salvador? Cá está, por conseguinte, outra questão a explorar.

A capela de São Salvador do Mundo

Pois acontece que, em longínquos tempos já, numa das paredes exteriores desse templo, se engastou uma placa funerária romana, sem que se saiba donde é que poderá ter sido proveniente. Um manuscrito guardado na Biblioteca Nacional de Portugal, consultado por Frei Jerónimo Contador de Argote (1676-1749), deu-lhe a conhecer a existência dessa placa com letras, à qual não deixou de se referir logo no I volume (p. 332) das suas notáveis Memórias para a história ecclesiástica do Arcebispado de Braga, primaz das Hispanhas, dedicadas a el-rei D. João V. Já nessa altura estava na parede. Ou seja, importará percorrer, com olhos de ver, a região circundante, para encontrar vestígios romanos donde esse letreiro – cujas letras houve quem, indevidamente, mas com boa intenção, de negro pintou – possa ter vindo.

É latim:

a inscrição na fachada da capela

Destinada originalmente a ser colocada no frontispício dum mausoléu familiar, conta a inscrição que Lúcio Sulpício Rufino, límico de origem (isto é, da região de um povo chamado Límicos), fez o jazigo para si e para três dos antepassados, todos da sua família Sulpícia: a Cílea, o Rufo e a Rufina.

Não é vulgar um documento assim.

Uma inscrição rupestre

Contudo, as surpresas de uma visita ao local e proximidades não se quedarão nos mistérios que a inscrição romana esconde. É que, numa rocha, deparamo-nos com letras gravadas, de estranho significado essas.

De facto, assinala-se na página 51 do livrinho sobre São Salvador do Mundo, publicado em 2007 por iniciativa do Gabinete Municipal de História, Arqueologia e Património: «são já bem notórios os dados comprovativos da romanização do território». No entanto, acrescenta-se, «a falta de escavações arqueológicas tem impedido a avaliação da sua correcta dimensão e enquadramento».

E, na página 52,  lê-se, a determinado passo, que, a seguir à capela nº 6 (uma das capelas envolventes do santuário), «em frente aos Penedos de Judas, existe numa rocha aplanada a que tem chamado a Fraga do Diabo», «uma inscrição onde se vê algo parecido com o seguinte: Eco EM.P.S.EU’E – / AVEà P.S.EU. E». Aguarda interpretação e, de acordo com os autores do livro, será «uma inscrição romana adulterada em época posterior».

Ainda tentámos a nossa sorte:

Não andaremos certamente longe da verdade se, todavia, aventarmos que se nota paralelismo entre as duas linhas, evidente sobretudo na parte final, em que a letra P está antes de SEU E. Arriscar-se-ia afirmar que há mesmo um acento agudo a seguir como para dar a entender SEU É. Estaremos, assim, perante uma curiosa delimitação de propriedades em que cada um explicita o que é seu?

Mas, na verdade, tanto as pegadas na superfície do rochedo como estas letras (adiantamos já: romanas não são!), cujo sentido, de repente, inteiramente se desconhece, vão merecer maior atenção: que mistério nelas se esconde?

Pegadas na Fraga do Diabo

(co-autoria: José d’Encarnação)