A jornalista Dina Aguiar continua a dar na televisão, na pantalha da RTP 3. Acabei de a ver a apresentar uma espécie de pequeno jornal regional ou com notícias de 2ª linha, semelhante ao que ela fazia no Portugal em Direto.
Quando se noticiou a “dispensa” de Dina Aguiar pela RTP, o alarido foi grande. Afinal, Dina é uma profissional estimada, capa de revistas populares, não é à tôa que ela aparece na pantalha há umas décadas.
Diziam então os artigos, entre protestos e adivinhas sobre intenções escusas da empresa, que “Dina Aguiar, de 72 anos, estava de saída da RTP ao fim de 47 anos”, mas que o afastamento só seria concretizado em outubro. Estamos em outubro e ela lá continua. Não sei por quantos mais dias.
Do falatório publicado, saltou para o conhecimento público coisas que a maioria dos cidadãos não imaginaria. Por exemplo, que a jornalista não tinha vinculo contratual direto com a RTP, mas sim através de uma empresa intermediária de um contrato de serviços. Dina tem 72 anos, está reformada, mas continua a trabalhar através desse meio contratual. Ainda segundo as notícias de setembro, a avença terá sido considerada “muito elevada”, o que seria a razão invocada pelo recém chegado diretor de Informação, Vítor Gonçalves.
Mas, segundo uma revista que se dedica às temáticas do glamour e jet7, a avença da jornalista será de “5 mil euros por mês”. Ora, isso não é pagamento para uma estrela da televisão, convenhamos. Qualquer diretor de departamento na RTP deve ter um salário próximo, superior até, ao que Dina recebe. Não será esse corte na despesa a resolver problemas de financiamento da empresa.
Rumores sobe a saída de Dina Aguiar da RTP já vinham a ser propalados há anos. Alguns seriam mesmo veiculados pela própria jornalista, num aparente exercício de valorização do seu próprio desempenho.
Sobre o programa que Dina Aguiar apresentou durante anos, Portugal em Direto, a nossa opinião publicada neste site não será das mais simpáticas.
Em abril de 2021, numa crónica intitulada “Portugal Sufocado”, diziamos que “vistas as 4 edições emitidas a semana passada, rapidamente se conclui que o programa assenta em propaganda às autarquias e ao Governo.” Se quiser ler mais, basta seguir este link.
A crónica não critica especificamente o trabalho de Dina Aguiar. Os apresentadores deste tipo de programas informativos têm pouca intervenção nas escolhas editoriais que, normalmente, são da responsbilidade de editores e diretores. O apresentador é mais o “papagaio” que lê no teleponto aquilo que outros escreveram para ele dizer.
Mas, voltando ao início desta conversa, a Dina Aguiar continua a dar na pantalha. E aos 72 anos não tem má imagem.



