LIVRO RENASCIDO

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Não há muitos livros de poesia que atravessem três décadas e regressem à estampa. “Palavras sem Algemas” foi agora reeditado. Não sei que urgências levaram Maria Helena Ventura a querer mostrar-nos um livro esquecido, mas adivinho-as pressentindo nestes poemas solidão e silêncios que foi preciso desamarrar.

Ler “Palavras sem Algemas” é abrir uma janela para um tempo que já passou, mas cujas dores, inquietações e desejos continuam por serenar.

Os poemas são breves, intensos, por vezes quase telegráficos.

Há quem leia poesia apenas em busca de beleza, mas nestes poemas também encontramos palavras silenciadas de quem se calou quando devia ter dito. E agora, escreve. Escreve para desalgemar.

Creio que o livro publicado em 1995 não será o mesmo que foi agora reeditado. A nova versão de “Palavras sem Algemas” tem mais páginas e, supõe-se, mais poemas.

Ficha de “Palavras sem Algemas”, edição de 1995. O livro teve apenas 40 páginas, época em que a autora assinava Helena Ventura Pereira

1 COMENTÁRIO

  1. Bom dia, Carlos Narciso.
    Cabe-me agradecer-lhe aqui este seu gesto de simpatia-empatia por este livro tão antigo.
    Três décadas, é verdade!
    E tudo desvenda quando pressente, sobre as razões da reedição, que ele é um cofre de “palavras (ainda) silenciadas de quem se calou quando devia ter dito”…
    Só por aqui logo vejo como compreende bem a Poesia!
    Não é a mesma versão, é verdade. Quando percebi que o livro seria apresentado como primeira edição, abdiquei de muitos poemas e alterei a forma de outros.
    Dei-lhes outra vida, ressuscitando personagens que ficaram embrulhadas na Saudade.
    Um abraço muito grato, com Amizade.
    Feliz domingo.

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