A guerra comercial dos EUA contra o resto do mundo agudizou-se. Trump assinou um decreto que generaliza a aplicação de tarifas alfandegárias a todas as importações. Qual é a ideia dele, ou de quem está por detrás dele, não sabemos ao certo.
Num raciocínio linear, diríamos que com isto quer reduzir as importações, estimular a produção interna, equilibrar a chamada balança de pagamentos. Os EUA há muito que fabricam o dinheiro de que precisam, mas a bolha parece estar a rebentar.
A retaliação do resto do mundo não se fez esperar e também aplicaram tarifas às exportações dos norte-americanos. À primeira vista, parece uma guerra perdida para os americanos. Mas não é certo.
Para já, há uma primeira história a contar. Até há pouco tempo, a China era o maior comprador de soja americana. Milhares de agricultores dos EUA (sobretudo nos estados centrais como Iowa, Illinois, etc.) dependiam das exportações para a China. Era uma relação de ganha-ganha: os EUA produziam em grande escala e a China produzia rações para animais e óleo de cozinha.
Quando os EUA impuseram tarifas aos produtos chineses, a China respondeu com tarifas sobre a soja americana. Resultado? As exportações caíram drasticamente. A China começou a comprar soja do Brasil e da Argentina.

O preço da soja caiu nos EUA, porque havia excesso de produção e menos compradores. Muitos agricultores perderam receitas, alguns tiveram de vender terras ou pedir ajuda ao Estado. O governo americano teve de compensar os agricultores com subsídios de emergência, o que custou milhares de milhões de dólares aos contribuintes.

O objetico de prejudicar a China falhou. A China arranjou outros fornecedores e quem perdeu foi o agricultor americano.
Este é um exemplo do que correu mal para os EUA. Mas nem tudo lhes corre mal. Amanhã voltaremos a este tema.
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