Em maio, 15 reclusos do Estabelecimento Prisional de Monsanto iniciaram uma greve de fome em protesto (por um curto periodo de tempo) contra as condições em que vivem dentro da cadeia. Concretamente, o protesto era pela reabertura da biblioteca e do ginásio e pela melhoria da qualidade da alimentação.
Em reação, a direção da cadeia assumiu o protesto como “uma afronta à senhora directora”, e proibiu o acesso dos grevistas à cabine telefónica e às visitas, diz um comunicado divulgado pela Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR).
A biblioteca e o ginásio continuam fechados e as condições de alimentação pioraram ainda mais, por via dos “especulativos aumentos de preço” dos produtos da cantina, acrescenta a APAR.
A APAR denuncia, ainda, que os reclusos que fiquem contaminados pelo covid-19 estão “proibidos de telefonarem aos seus advogados. O que é uma violação grosseira da Lei”.



